Há
25 anos que o agronegócio segura a balança comercial e o PIB brasileiro,
inclusive a inflação em um dígito. Nesse período tivemos um impeachment, duas
crises econômicas mundiais, 5 presidentes, 27 ministros da agricultura, quatro guerras
regionais (que destruíram a OLP e o Petróleo e deram LUZ ao Terrorismo e ao
ISIS).
Contudo,
no agroBrasil, desde o estabelecimentos das bases da política agrícola no
Governo Collor (vencidos os duros embates com a Ministra Zélia Cardoso), saltamos
de um credito rural oficial de 6 bilhões de dólares em 1990, para mais de U$ 50
bilhões em 2015 (com ajuda do BNDES); e, não na mesma escala, de 40
milhões para 200 milhões de toneladas de
grãos. Onde se destaca, em termos grosseiros, o incremento no custo total de
produção de U$ 100,00/tonelada. E são nesses U$ 100,00 que o mercado interno
(principalmente o Governo) e o externo tem-se sustentado.
Independentemente
dos que lucram mais ou menos, o fato é que as commodities agrícolas, em todo o
mundo, estão muito mais atreladas às políticas públicas do que imaginamos; e,
portanto, o atual cenário institucional brasileiro oferece um ambiente
extremamente hostil para os próximos anos.
A
saber: o congelamento das economias mundiais; estabilização do petróleo e do
ferro abaixo dos U$ 50,00; esfriamento dos conflitos diplomáticos e diminuição
dos orçamentos públicos para defesa; otimização dos recursos e ferramentas para
o combate à fome; ajuste cambial e enxugamento do crédito; arrefecimentos dos
investimentos internacionais em grandes obras de infraestrutura; e, claro, o
implacável combate à corrupção.
Em
suma, os preços devem continuar estáveis, os custos dos insumos devem ser
ajustados e, consequentemente, os de produção devem subir. Nada que o
agroBrasil já não esteja preparado.
O
grande desafio é justificar e acomodar as negociações e os contratos para os
próximos 4 anos diante da possibilidade do não cumprimento das metas estabelecidas
pelo Governo Brasileiro em relação aos projetos de logística e armazenagem.
E
o sinal de alerta já foi acendido quando da rejeição do Terminal de Vila do
Conde, e com a consolidação do Porto de Santos como a “única” saída viável para
as commodities agrícolas. Oxalá, aqueles nos enxergam como uma grande “pechincha”,
mantenham seus interesses até a chegada do novo governo e das novas “promoções”.