quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

ESSA CONTA NÃO FECHA: {IMPEACHMENT+COMMODITIES+PETRÓLEO(U$ 38,00)+AGRONEGÓCIO BRASIL}

Há 25 anos que o agronegócio segura a balança comercial e o PIB brasileiro, inclusive a inflação em um dígito. Nesse período tivemos um impeachment, duas crises econômicas mundiais, 5 presidentes, 27 ministros da agricultura, quatro guerras regionais (que destruíram a OLP e o Petróleo e deram LUZ ao Terrorismo e ao ISIS).
Contudo, no agroBrasil, desde o estabelecimentos das bases da política agrícola no Governo Collor (vencidos os duros embates com a Ministra Zélia Cardoso), saltamos de um credito rural oficial de 6 bilhões de dólares em 1990, para mais de U$ 50 bilhões em 2015 (com ajuda do BNDES); e, não na mesma escala, de 40 milhões para 200 milhões de  toneladas de grãos. Onde se destaca, em termos grosseiros, o incremento no custo total de produção de U$ 100,00/tonelada. E são nesses U$ 100,00 que o mercado interno (principalmente o Governo) e o externo tem-se sustentado.
Independentemente dos que lucram mais ou menos, o fato é que as commodities agrícolas, em todo o mundo, estão muito mais atreladas às políticas públicas do que imaginamos; e, portanto, o atual cenário institucional brasileiro oferece um ambiente extremamente hostil para os próximos anos.
A saber: o congelamento das economias mundiais; estabilização do petróleo e do ferro abaixo dos U$ 50,00; esfriamento dos conflitos diplomáticos e diminuição dos orçamentos públicos para defesa; otimização dos recursos e ferramentas para o combate à fome; ajuste cambial e enxugamento do crédito; arrefecimentos dos investimentos internacionais em grandes obras de infraestrutura; e, claro, o implacável combate à corrupção.
Em suma, os preços devem continuar estáveis, os custos dos insumos devem ser ajustados e, consequentemente, os de produção devem subir. Nada que o agroBrasil já não esteja preparado.
O grande desafio é justificar e acomodar as negociações e os contratos para os próximos 4 anos diante da possibilidade do não cumprimento das metas estabelecidas pelo Governo Brasileiro em relação aos projetos de logística e armazenagem.
E o sinal de alerta já foi acendido quando da rejeição do Terminal de Vila do Conde, e com a consolidação do Porto de Santos como a “única” saída viável para as commodities agrícolas. Oxalá, aqueles nos enxergam como uma grande “pechincha”, mantenham seus interesses até a chegada do novo governo e das novas “promoções”.