Eu não me acanho em afirmar que pouco ou nada sei
sobre Seguro Rural, muito menos do Plano Trienal do Seguro Rural - PTSR do
Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural para o período de 2016 a 2018.
O pouco que sei é que DELE nada fica com o Produtor,
pois o principal objetivo é mesmo cobrir parte do seu custo de produção, que
não contempla o gastos realizados com a sua “sobrevivência” antes ou pós-sinistro.
Assim, na minha humilde ignorância, salvo para
quitar as dívidas do espólio PROAGRO, esses minguados R$ 1,275 bilhões previsto
até 2018, se privilegiados nos OGU’s e executados, serão apenas manteiga nos
bigodes dos bancos e fornecedores.
Na realidade tenho lido que nos sistemas de seguro
da produção nos EUA, Canadá e UE, é que mais importante que pagar o prêmio é
prevenir os “sinistros e suas causas”, principalmente não produzindo na
presença de altos riscos – seja de produtos sensíveis, seja em ambientes
inadequados.
De certo que o zoneamento agroecológico brasileiro trouxe
avanços significativos nessa área, porém a Natureza anda mais rápido e os
mercados, ainda mais.
Acredito que, já aos 50 anos e espero mais 50, não presenciarei
o dia da Libertação do Brasil da famigerada “pecha” de que é o Celeiro do Mundo, o Alimentador da
Humanidade.
É ela a responsável pelo nosso atraso,
subdesenvolvimento, aculturamento...
Fomos e ainda somos tratados como extrativistas - com orgulho batemos no peito e dizemos, mesmo na dificuldade produzimos mais e
melhor-, mas apenas produzimos matéria-prima. Se pelo menos nos tivéssemos especializado
nisso, continuando a produzir Pau-Brasil, Mogno, Cacau, Borracha, Leite,
Algodão, Açúcar, Café; bem como os pacotes tecnológicos que esses produtos
exigiam e que fomos pioneiros em muitos de seus aspectos.
Mas não, como debutantes encantadas como baile do
comércio internacional dos idos da Cia. das Índias à JBS, ainda não decidimos
qual a música nem com que parceiro dançar.
Fomos ultrapassados em tecnologia e eficiência em
todos os nossos produtos, e ainda insistimos em descobrir a Roda e sugerir suas
funcionalidades, enquanto o mundo avança rumo à Marte.
Enquanto os Chineses buscam fornecedor para um
milhão de jumentos (para fabricar geleia com o seu couro) e, se sobrar, tentar
recuperar o seu rebanho dizimado; nós continuamos as nossas viagens para
promover a JBS, MAFRIG, ÚNICA, BUNGE. Algo como amassar o barro e vender os tijolos.
Em tempo: Nada
tenho contra a JBS, MAFRIG, ÚNICA,
BUNGE, ao contrário, têm a minha admiração e estou-lhes à disposição.