segunda-feira, 23 de novembro de 2015

SEGURO RURAL?

Eu não me acanho em afirmar que pouco ou nada sei sobre Seguro Rural, muito menos do Plano Trienal do Seguro Rural - PTSR do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural para o período de 2016 a 2018.
O pouco que sei é que DELE nada fica com o Produtor, pois o principal objetivo é mesmo cobrir parte do seu custo de produção, que não contempla o gastos realizados com a sua “sobrevivência” antes ou pós-sinistro.
Assim, na minha humilde ignorância, salvo para quitar as dívidas do espólio PROAGRO, esses minguados R$ 1,275 bilhões previsto até 2018, se privilegiados nos OGU’s e executados, serão apenas manteiga nos bigodes dos bancos e fornecedores.
Na realidade tenho lido que nos sistemas de seguro da produção nos EUA, Canadá e UE, é que mais importante que pagar o prêmio é prevenir os “sinistros e suas causas”, principalmente não produzindo na presença de altos riscos – seja de produtos sensíveis, seja em ambientes inadequados.
De certo que o zoneamento agroecológico brasileiro trouxe avanços significativos nessa área, porém a Natureza anda mais rápido e os mercados, ainda mais.
Acredito que, já aos 50 anos e espero mais 50, não presenciarei o dia da Libertação do Brasil da famigerada “pecha” de que é o Celeiro do Mundo, o Alimentador da Humanidade.
É ela a responsável pelo nosso atraso, subdesenvolvimento, aculturamento...
Fomos e ainda somos tratados como extrativistas - com orgulho batemos no peito e dizemos, mesmo na dificuldade produzimos mais e melhor-, mas apenas produzimos matéria-prima.  Se pelo menos nos tivéssemos especializado nisso, continuando a produzir Pau-Brasil, Mogno, Cacau, Borracha, Leite, Algodão, Açúcar, Café; bem como os pacotes tecnológicos que esses produtos exigiam e que fomos pioneiros em muitos de seus aspectos.
Mas não, como debutantes encantadas como baile do comércio internacional dos idos da Cia. das Índias à JBS, ainda não decidimos qual a música nem com que parceiro dançar.
Fomos ultrapassados em tecnologia e eficiência em todos os nossos produtos, e ainda insistimos em descobrir a Roda e sugerir suas funcionalidades, enquanto o mundo avança rumo à Marte.
Enquanto os Chineses buscam fornecedor para um milhão de jumentos (para fabricar geleia com o seu couro) e, se sobrar, tentar recuperar o seu rebanho dizimado; nós continuamos as nossas viagens para promover a JBS, MAFRIG, ÚNICA, BUNGE. Algo como amassar o barro e vender os tijolos.



Em tempo: Nada tenho contra a JBS, MAFRIG, ÚNICA, BUNGE, ao contrário, têm a minha admiração e estou-lhes à disposição. 

AGRONEWS BRAZIL - 23/11/2015



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