O Ministério da Agricultura irá implementar a certificação de aptidão
dos responsáveis pelo em bem-estar animal nos estabelecimentos de
abate para fins comerciais.
Formado pela “velha”escola da Medicina Veterinária,
fui habilitado, também, para também tratar desse tema quando em atividade nos
abatedouros e frigoríficos. Além de um tal juramento, que nos obrigava a cuidar
dessa questão, independentemente do contexto.
De certo que o bem-estar animal é questão crucial
na determinação do nosso grau de civilidade, a exemplo do que ocorre no abate
de cães na china ou dos recentes escândalos dos abates nos frigoríficos
americanos.
Porém, causa-me estranheza que num momento em que o
mundo passa por uma crise complexa e grave. E que exaure os mecanismos de
gestão e controle em busca da eficiência dos sistemas de produção, industrialização
e comercialização em busca da máxima eficiência. A criação de “mais um”
condicionante para a seu, já combalido, agronegócio.
Ora, o que se deveria buscar é a maximização da
produtividade profissional e, certamente, da sua valorização.
Abdicar da responsabilidade, das competências e das
habilitações do Veterinário, Zootecnista e do Agrônomo sob a justificativa de
que estes já possuem áreas próprias de atuação, ou mesmo de que são
dispendiosas, em nome de uma “terceirização branca” pelas tais “certificadoras”
é, no mínimo uma vergonha.
Já não bastava a obrigação do “Credenciamento” para
o combate à aftosa e brucelose, pela vacinação, que separou os veterinários
entre os de primeira e de segunda
classe.