terça-feira, 17 de novembro de 2015

ABATE DE ANIMAIS TERÁ CERTIFICADORA


O Ministério da Agricultura irá implementar a certificação de aptidão dos responsáveis pelo em bem-estar animal nos estabelecimentos de abate para fins comerciais.
Formado pela “velha”escola da Medicina Veterinária, fui habilitado, também, para também tratar desse tema quando em atividade nos abatedouros e frigoríficos. Além de um tal juramento, que nos obrigava a cuidar dessa questão, independentemente do contexto.
De certo que o bem-estar animal é questão crucial na determinação do nosso grau de civilidade, a exemplo do que ocorre no abate de cães na china ou dos recentes escândalos dos abates nos frigoríficos americanos.
Porém, causa-me estranheza que num momento em que o mundo passa por uma crise complexa e grave. E que exaure os mecanismos de gestão e controle em busca da eficiência dos sistemas de produção, industrialização e comercialização em busca da máxima eficiência. A criação de “mais um” condicionante para a seu, já combalido, agronegócio.
Ora, o que se deveria buscar é a maximização da produtividade profissional e, certamente, da sua valorização.
Abdicar da responsabilidade, das competências e das habilitações do Veterinário, Zootecnista e do Agrônomo sob a justificativa de que estes já possuem áreas próprias de atuação, ou mesmo de que são dispendiosas, em nome de uma “terceirização branca” pelas tais “certificadoras” é, no mínimo uma vergonha.
Já não bastava a obrigação do “Credenciamento” para o combate à aftosa e brucelose, pela vacinação, que separou os veterinários entre os de  primeira e de segunda classe.