quarta-feira, 18 de novembro de 2015

EUREKA: DESCOBRIRAM QUE “LOGÍSTICA E CÂMBIO ENCARECEM FERTILIZANTES”!


Causa-me estranheza o fato de após 25 longos anos, desde a criação do termo “agronegócio” para representar todos os avanços obtidos até aquela data (desde o regime militar e da Revolução Verde) e os desafios a serem enfrentados no futuro.
Na época não se tratava de traduzir o termo “agribusiness”, pois não tínhamos a o domínio do nosso sistema já que dependíamos de mais de 80% de insumos importados.
O interessante é notar que os expoentes do agronegócio brasileiro que participaram desse movimento criativo durante o Governo Collor (quando apareceram e se estabeleceram)  ainda defenderem as mesmas soluções, para os mesmos problemas. E, claro, serem aplaudidos.
Acompanho e participo dessas discussões diuturnamente ao longo desse período e posso afirmar que o nosso agronegócio está cada vez mais agro e menos negócio. E não pelo fato de não termos desenvolvido tecnologias e produtos que diminuíssem a nossa dependência de insumos externos, mas pelo fato de AINDA não termos resolvidos aqueles que estão na porta das nossas cozinhas, sentados nosso sofá  ou estacionados nas nossas garagens.
Discutir e esperar dos Poderes Públicos as soluções para os problemas da infra-estrutura e logística é um hábito dos tempos do Império e, ainda o é em Portugal. Porém, aqui, por força da Comunidade Européia, a iniciativa privada propôs, a sociedade aceitou e o governo executou em menos de 20 anos.
No Brasil nada do que D. Pedro projetou foi concluído nem nunca será. Por que? Porque é o Governo quem propõe, planeja e executa. Enquanto a sociedade acredita que suas vaias e aplausos contribuem em alguma coisa.
Ao falar do “custo cambial” na produção de commodities é ainda mais estranho, pois não há commodities sem câmbio e, ao que parece, nossos agricultores não foram alertados sobre isso.