quarta-feira, 18 de novembro de 2015

BARREIRAS NÃO TARIFÁRIAS, SE SERVE PARA ME BARRAR, DEVER SERVIR PARA OS OUTROS TAMBÉM.



Dias atrás foi divulgada a notícia de que a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) afirma ser improvável que o glifosato seja cancerígeno e, diante disso que possam ser minimizadas as críticas e rejeição ao produto.
Tal notícia demonstra o nível da discussão em torno das questões relacionadas com a segurança dos alimentos. Discussão subsidiada por centenas de regulamentos estabelecidos pelos organismos que norteiam o tema, tais quais a Food and Drug Administration, o Codex Alimentarius, Organização Mundial da Saúde, inclusive a ANVISA.
E, é com base nessas informações, fatos e regulamentos que estão estabelecidos os mecanismos de controle sobre a segurança dos alimentos, inclusive dos insumos para a sua produção. E, claro, da sua fiscalização e certificação.
Desta forma, é preocupante o fato de que, ao invés de reverter a sua posição de maior reclamante da OMC, o Brasil deveria buscar simplificar os seus processos de controle, sejam fiscais ou sanitários, do mercado externo. Talvez pelo simples reforço das instituições fiscalizadoras, bem como na aplicação de métodos bem sucedidos de rastreabilidade, exitosos em outros países potencialmente exportadores.
O perfil “paternal e apaixonado” brasileiro buscando a autoria de todos os processos e idéias bem ou mal sucedidas, ignorando os valores de seus parceiros, não condiz com o solidário contexto econômico mundial, no qual a re-inclusão do Irã e o Tratado Trans Pacifico são a maior prova de valor, da confiança e amizade.
Contudo no Brasil,  talvez por viverem  na idéia de que todos são desonestos até que a “viúva” prove o contrário, não há de se esperar por muitos avanços.

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