quarta-feira, 28 de junho de 2017

Notícias de Hoje - 28/06/2017

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta sexta-feira (28) as oito emendas da Medida Provisória (MP) 759/16, que impõe novas regras para regularização fundiária urbana e rural. A matéria segue agora para sanção presidencial. A votação foi marcada por muita discussão entra deputados da base aliada e da oposição e pela obstrução de deputados oposicionistas em função da denúncia contra Michel Temer e do pronunciamento do presidente na manhã dessa terça-feira (27).
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Outra emenda prevê que a SPU (Secretaria de Patrimônio da União) será autorizada a regulamentar a proposta de manifestação de aquisição, mecanismo que permite ao ocupante de imóvel da União propor a sua compra. Neste caso, o ocupante precisa, entre outras condições, comprovar o período de ocupação, apresentar avaliação do imóvel e das benfeitorias, proposta de pagamento e, para imóveis rurais, georreferenciamento e CAR (Cadastro Ambiental Rural) individualizado.

São Paulo – O primeiro estudo realizado no Brasil sobre a relação do uso de agrotóxicos com o surgimento do linfoma não-Hodgkin (LNH), um tipo de câncer hematológico que nas últimas décadas tem afetado com mais frequência a população mundial, foi um dos destaques da audiência pública realizada nesta terça-feira (27), pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de São Paulo, para debater os efeitos causados na saúde e no meio ambiente pelo uso de agrotóxico.
O alerta foi feito por Márcia Sarpa de Campos de Mello, pesquisadora do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e uma das três autoras do estudo. A pesquisa mostrou que os agrotóxicos 2,4-D, diazinona, glifosato e malationa estão relacionados a esse tipo de câncer – glifosato e 2,4-D são os dois agrotóxicos mais utilizados no Brasil.
“Diante desse cenário de extrema vulnerabilidade da população brasileira a doenças causadas pelos agrotóxicos, diretrizes regulatórias e legislações mais restritivas são urgentes, assim como o investimento em serviços de saúde e a promoção de políticas de prevenção de doenças crônicas não transmissíveis”, diz o trecho final do estudo Exposição ambiental e ocupacional a agrotóxicos e o linfoma não-Hodgkin.

Estima-se que a Floresta Amazônica bombeie 20 bilhões de toneladas de vapor d’água para a atmosfera todos os dias, o que alimenta boa parte das chuvas na região central e no Sudeste do Brasil. Se tivéssemos que aquecer água para promover a mesma evaporação, precisaríamos de seis meses de toda a capacidade de geração elétrica do planeta para cada dia. Sobre este único aspecto, o valor dos serviços da floresta soma alguns milhares de dólares por hectare por dia. Quem cuida e protege o patrimônio florestal do Brasil presta um enorme serviço.
Dona Maria de Jesus recebia desde 2014 cerca R$ 100 por mês por conservar as florestas em seu lote da Reserva Extrativista do Alto Juruá, na fronteira do Acre com o Peru. É muito pouco, mas essencial para a manutenção da família grande, que vive da extração sustentável de produtos como castanha e borracha e da agrofloresta. Na Reserva, onde 804 famílias recebem o mesmo benefício, 97% da área permanecem cobertos por florestas.

A JBS também suspendeu as aquisições de gado à vista e decidiu comprar apenas para pagamento em 30 dias, ao mesmo tempo em que minguaram os mecanismos que possibilitavam aos produtores antecipar os recebimentos.
"Se os bancos não estão dando crédito à JBS, por que nós deveríamos dar?", disse Alexandre Caiado, 30, que pertence à segunda geração de pecuaristas da família em Juína, Mato Grosso. "Muitos produtores só estão fazendo vendas pontuais, só para pagar as contas."
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Os contratos futuros de boi gordo em São Paulo caíram 17% neste ano.
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A JBS está usando cerca de 80% de sua capacidade de abate e os volumes estão melhorando, informou a empresa com sede em São Paulo em resposta enviada por email a perguntas. A empresa diz que suas operações seguem ajustadas às demandas de mercado e disponibilidade de matéria-prima, incluindo as fábricas localizadas em Mato Grosso.

O Banco Central editou nesta terça-feira, 27, a Circular nº 3.838, que regulamenta decisão tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), no fim de maio, a respeito de garantias de investidores não residentes. Pela circular, os investidores não residentes poderão manter até 8% das garantias no exterior.
Em maio, o CMN havia aberto a possibilidade, por meio da Resolução nº 4.569, de aceitação de garantias no exterior para investidores não residentes no País, para aplicações nos mercados financeiros e de capitais no âmbito de câmaras de compensação e liquidação. Essa possibilidade já existia para o mercado de derivativos agropecuários, mas agora também vale para os mercados financeiro e de capitais.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fechou acordo com os principais bancos públicos e privados do país para compartilhamento de garantias nos financiamentos de projetos de infraestrutura. Entre os bancos estão a Caixa Econômica Federal (Caixa), o Banco do Brasil, o Itaú, o Santander, o Safra, entre outros.
Segundo o BNDES, o modelo acordado é inédito nos contratos firmados pela instituição. A expectativa é que o acordo permitirá reduzir custos nas operações de longo prazo. O acordo prevê que os bancos que oferecerem fianças equivalentes a, pelo menos, 40% do total do financiamento, terão direito a compartilhar garantias com o BNDES.
O novo modelo já vai vigorar para empréstimos que forem concedidos aos grupos vencedores dos leilões de aeroportos de Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis, realizados em março, e os de rodovias paulistas. Valerá ainda para os chamados empréstimos sindicalizados, os concedidos por um sindicato de bancos.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse hoje (27) que o governo pretende assinar um acordo com a indústria para reduzir a quantidade de açúcar em alimentos processados, como ocorreu com o sódio. Desde 2011, a indústria retirou mais de 17,2 mil toneladas de sal dos alimentos, segundo balanço divulgado em junho.
“Assim como a diminuição do sódio, esse semestre ainda assinaremos o acordo de redução de açúcar, e a educação será feita a partir da portaria interministerial Saúde na escola e isso vai nos permitir melhorar o controle da obesidade através do ensino de melhores hábitos de consumo e também da conscientização para o exercício físico”, disse Barros em um painel sobre consumo de açúcar durante o Ethanol Summit 2017, em São Paulo. O evento discute energias renováveis, particularmente o etanol e produtos derivados da cana-de-açúcar.

Está em plena discussão no Congresso Nacional a criação de uma “Lei Geral do Licenciamento Ambiental”. Trata-se do PL 3.729/04, na piorada versão do deputado federal Mauro Pereira (PMDB-RS), apoiada pela Confederação Nacional da Agricultura e pela Confederação Nacional da Indústria. A despeito de pretender “simplificar” ou “modernizar” o processo de licenciamento, a nova lei levará a retrocessos na política que busca colocar em prática os princípios da precaução/prevenção e da sustentabilidade.
Porém, um outro estrago importante está passando ao largo desta discussão: os possíveis impactos ou entraves que este desmonte no licenciamento ambiental poderá causar no acesso ao crédito fornecido por instituições financeiras internacionais.

Depois de desembarcarem em Três Lagoas, de serem recebidos pelo presidente da empresa e de conhecerem de perto as instalações da fábrica, investidores chilenos da Celulosa Arauco y Constitucion fizeram uma nova oferta pela Eldorado Brasil Celulose. A primeira proposta de R$ 11 bilhões, feita na semana que passou, acaba de ser substituída por outra ainda maior. O Grupo chileno teria avaliado a empresa ainda controlada pelos irmãos Batista em cerca de R$ 14 bilhões, incluindo dívidas.
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A ARAUCO, maior companhia florestal do hemisfério Sul, está situada em nove unidades no Brasil, entre administrativas, industriais e florestais. Com fábricas no Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, Portugal e África do Sul, a Arauco tem negócios em mais de 75 países.

Criado em 2000, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas foi reformulado e passa a se chamar Fórum Brasileiro de Mudança do Clima. A alteração está em decreto publicado hoje (27) no Diário Oficial da União.
Por causa da transição, as atividades do grupo, criado para conscientizar e mobilizar a sociedade para a discussão das ações necessárias para enfrentar os impactos das mudanças do clima, ficaram paralisadas e agora estão sendo retomadas oficialmente.
Segundo a secretaria-executiva do colegiado, as atribuições do fórum continuam as mesmas, mas houve mudanças na organização e estrutura do grupo, com a criação de câmaras temáticas de Adaptação, Gestão de Riscos e Resiliência; Florestas, Biodiversidade, Agricultura e Pecuária; Energia; Transportes; Indústria; Cidades e Resíduos; Financiamento; Defesa e Segurança; Ciência, Tecnologia e Inovação; e Visão de Longo Prazo.
As ações de combate às mudanças climáticas são parte do compromisso brasileiro disposto na Política Nacional sobre Mudança do Clima e na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e nos acordos internacionais dela decorrentes, inclusive o Acordo de Paris e as Contribuições Nacionalmente Determinadas do Brasil.

Apontado como “viagem sem volta para o futuro”, o pioneirismo de Mato Grosso na implantação do coaching no serviço público tende a se tornar um ‘divisor de águas’, no tratamento do Estado para com sua população. A determinação do  governador José Pedro Taques (PSDB), ao assinar  o decreto que institucionaliza a metodologia como ferramenta de gestão pública, nesta terça-feira (27), é para que seja um formato permanente de melhoria, para que o cidadão que depende de serviços do Estado seja tratado como cliente.
O ato ocorreu durante realização do Workshop de Liderança e Coaching na Gestão Pública, promovido pela Secretaria de Estado de Gestão (Seges-MT), via Escola de Governo.

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que o Brasil vive uma situação fiscal "gravíssima" e que sem as reformas, sobretudo a da Previdência, não será possível controlar os gastos públicos. O alerta foi dado no início da apresentação do ministro à Comissão Mista de Orçamento para discutir a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, que baliza a execução do orçamento da União. O ministro destacou que o país completará, até 2020, seis anos consecutivos de déficit elevado nas contas públicas e um fatores de pressão é o rombo crescente nas contas da Previdência Social – o que eleva as despesas com juros.

Assunção, 27 jun (EFE).- Especialistas franceses da Companhia Nacional do Ródano (CNR) estudarão nesta semana a viabilidade de um projeto para a construção de uma eclusa na usina de Itaipu e interconectar ambas as partes do rio Paraná, disse nesta terça-feira o diretor do lado paraguaio da hidrelétrica, James Spalding.
"Hoje está chegando a equipe técnica da França que vai passar a semana na usina para ver tudo o que se refere ao projeto executivo para ver se é viável o tema da eclusa", explicou Spalding à imprensa após se reunir em Assunção com o chanceler do Paraguai, Eladio Loizaga.
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A construção de uma eclusa que permita aos barcos transpor o muro de Itaipu ampliaria a capacidade de navegação sobre a Hidrovia Paraguai-Paraná, a maior artéria de comunicação e de transporte fluvial para os países que a integram: Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai e Bolívia.
O circuito começa no Porto de Cáceres (Brasil) e percorre uma extensão de 3.442 quilômetros até o porto de Nova Palmira, no Uruguai.

Café, cachaça e pão de queijo. Três produtos dos mais simbólicos da gastronomia mineira começam a ganhar o mundo e participaram da maior feira de alimentação gourmet em todo o mundo, encerrada ontem, em Nova York (EUA) – a Summer Fancy Foods. Durante os três dias do evento, o café orgânico da Klem Organics, o pão de queijo da Forno de Minas e a aguardente da Cachaça Salinas foram degustados e apreciados por um público estimado em 47 mil visitantes profissionais. Ao todo, a Summer Fancy reuniu 2.500 expositores de 55 países. Além das três mineiras, outras 20 empresas estampavam o selo Made In Brazil.

Reuters) - A companhia de sementes e agroquímicos Monsanto, que está em processo de compra pela alemã Bayer, divulgou lucro trimestral acima do esperado nesta quarta-feira, com plantios recorde de soja nos Estados Unidos e no Brasil que elevaram as vendas de sementes.
O lucro líquido atribuível à Monsanto subiu para 843 milhões de dólares, ou 1,90 dólar por ação no terceiro trimestre, ante 717 milhões de dólares, ou 1,63 dólar por ação no mesmo período do ano anterior.
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As vendas de sementes de soja e defensivos agrícolas, segundo maior negócio da empresa em receita, saltaram 29,3 por cento para 896 milhões de dólares no terceiro trimestre encerrado em 31 de maio, disse a Monsanto nesta quarta-feira
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A Monsanto aceitou em setembro uma oferta de compra de 66 bilhões de dólares feita pela Bayer, que se aprovada por reguladores criaria uma companhia que comandará mais de um quarto do mercado mundial de sementes e pesticidas.
A Monsanto disse nesta quarta-feira que está trabalhando para concluir a fusão até o final do ano-calendário.

Estados não podem condicionar abertura de ação penal contra governador à prévia autorização da assembleia legislativa. Com base nesse entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal em maio, o ministro Luiz Fux aceitou ações diretas de inconstitucionalidade apresentados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e invalidou dispositivos das Constituições estaduais de Amapá, Alagoas, Goiás, Rio de Janeiro e Roraima.
Fux salientou que os dispositivos questionados usurpam competência privativa da União para legislar sobre a matéria.

A tese é da The Economist, revista britânica que, volta e meia, dá algum palpite na política brasileira. Em 2010, por exemplo, defendeu o voto em José Serra (PSDB) para presidente por entender que ele era mais bem preparado que sua rival, Dilma Rousseff (PT).  : “Depois de oito anos sob o comando do PT, o Brasil se beneficiaria de uma mudança no poder”, escreveu.
Em 2016, mostrando que a falta de empatia com Dilma prosseguia, defendeu o impeachment da petista no texto “Hora de ir”. “As dificuldades da presidente têm se aprofundado há meses”, afirmou.
Agora, a revista aposta que Temer irá brecar na Câmara o andamento da denúncia contra ele. “Mesmo antes das acusações, o governo do senhor Temer era o mais impopular já registrado, com uma aprovação de apenas 7%. Em junho, ele se manteve no cargo quando o tribunal eleitoral decidiu absolvê-lo (…) da acusação de financiamento ilegal de campanha em 2014. Mas ele mantém apoio onde mais importa: no Congresso”, afirma.
“Os deputados parecem ter decidido que duas coisas são necessárias para terem uma chance de reeleição em 2018: uma recuperação da economia e uma contenção da investigação de corrupção em constante expansão, chamada de Operação Lava Jato. Em nenhuma dessas questões, a remoção de Temer lhes serviria bem”.

A Organização Marítima Internacional (OMI), agência especializada das Nações Unidas para a navegação comercial mundial, promove até esta sexta-feira (30) uma reunião para discutir a redução das emissões de gases que causam o efeito estufa por navios.
O encontro acontece na sede da OMI, em Londres, e reúne cerca de 300 representantes de Estados-membros da organização, de ONGs internacionais e de organizações intergovernamentais. A informação é da ONU News.
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Também esta semana será lançado um projeto do Fundo Global para o Meio Ambiente, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e da OMI. Trata-se da Aliança Global da Indústria para apoiar o transporte de baixo carbono, que será apresentada nesta quinta-feira (29) e tem como meta apoiar a implementação de medidas de eficiência energética para o transporte marítimo – reduzindo, assim, as emissões de gases do efeito estufa desse tipo de transporte.


O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), resolveu encaminhar diretamente à Câmara dos Deputados a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer e o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures pelo crime de corrupção passiva no caso JBS. Fachin decidiu que não cabe à Suprema Corte, neste momento, ouvir a defesa do presidente.
Relator do inquérito no qual foi feita a denúncia, Fachin entendeu que Temer deverá fazer, primeiramente, a defesa política, pois o primeiro julgamento será na Câmara. Assim, não faria sentido abrir espaço neste momento para a defesa se manifestar diante do Supremo Tribunal Federal, onde a defesa deverá ser técnico-jurídica, diferentemente da Câmara.
O STF só julgará o recebimento da denúncia se a Câmara autorizar previamente a abertura de processo criminal contra Temer. Se não for formada uma maioria de 2/3 dos 513 deputados federais (342), o andamento ficará travado até Temer deixar o cargo.