terça-feira, 1 de agosto de 2017

Notícias de Hoje - 01/08/2017

Sérgio Moro decreta prisão de Aldemir Bendine por tempo indeterminado
De acordo com as investigações, ele teria solicitado outros R$ 17 milhões de propina à empreiteira quando ainda era presidente do Banco do Brasil, em  troca da atuação para rolar uma dívida da Odebrecht Agroindustrial. Os valores teriam sido intermediado por outros dois investigados, que também tiveram o período de prisão convertido.

Com divórcio marcado na UE, Reino Unido namora o Brasil
A visita de dois dias faz parte do 2º Diálogo Econômico-Financeiro Brasil-Reino Unido e traz investidores de peso, como da London Stock Exchange, do Green Investment Bank e da Crossrail International. Do lado do governo, integram o grupo o ministro para Economia e Mercado Financeiro da Fazenda, Stephen Bairclay, e o ministro adjunto de Comércio e Investimentos, Mark Garnier. Na agenda de encontros, prospecção de negócios em diversos setores como energia, indústria, infraestrutura, comércio e área financeira.
Para Juan Jensen, diretor da 4E Consultoria, o Brasil é, nesse momento, um parceiro potencial para os britânicos após a proximidade de seu desligamento da UE.

Nova proposta de classificação territorial do IBGE vê o Brasil menos urbano
As principais conclusões da nova classificação dos municípios de acordo com a tipologia rural-urbana, segundo grande região e população indica que, no Brasil, 76% da população vivia em municípios urbanos e 60% dos municípios eram rurais; no Norte, 10,5% da população residia em municípios rurais remotos e 65% do número de municípios eram rurais; no Nordeste, um terço da população residia em municípios rurais, representando 68,9% do total de municípios; no Sudeste, 87% da população residia em municípios urbanos; no Sul, apenas 0,05% da população residia em municípios remotos; no Centro-Oeste, 79,8% da população reside em municípios urbanos.

Cemitério indígena destruído por central hidroeléctrica no Brasil
Imagine que foi decidido construir um pólo energético exactamente no local onde hoje se encontra o Cemitério do Alto de São João, em Lisboa, ou o Cemitério de Agramonte, no Porto. Para isso, é necessário retirar todas as sepulturas e transferir os restos mortais de quem lá está para outro local. A empresa responsável pela obra começa as escavações e a retirada dos mortos, sem consultar as famílias ou disponibilizar um local adequado para as sepulturas. Crenças, ideologias e eventuais rituais são deixados de lado e, sem muita cerimónia, dá-se andamento às construções, porque a energia é sempre uma prioridade nacional.
Em diferentes proporções, foi mais ou menos isto que o consórcio responsável pela construção da Central Hidroeléctrica de Teles Pires, na bacia do Tapajós, na Amazónia brasileira, fez com as urnas de barro que continham os restos mortais de membros dos Munduruku, um dos mais numerosos povos indígenas da região

Brasil e EUA se preparam para batalha na exportação de milho | EXAME
Os futuros do milho para dezembro na Chicago Board of Trade caíram cerca de 2% em julho, para aproximadamente US$ 3,84 o bushel nesta segunda-feira (31). Apesar de a oferta ampla e a mudança nos padrões climáticos dos EUA terem derrubado os preços, o declínio foi uma surpresa para os hedge funds, que estavam preparados para ganhos.
Os fundos ampliaram sua posição comprada, ou a diferença entre as apostas no aumento e na queda dos preços, em 2 por cento, para 106.815 contratos futuros e de opções, no período de uma semana encerrado em 25 de julho, segundo dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC, na sigla em inglês). No dia seguinte, os futuros atingiram o menor patamar em quase um mês.
A produção brasileira de milho da safra 2016-2017 deverá aumentar 45 por cento em relação à anterior, para um recorde de 97 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês).

O combate ao trabalho escravo está em declínio no Brasil
Outra iniciativa ameaçada é a Emenda Constitucional 81. Sancionada por Dilma em 2014, ela prevê a expropriação de terras usadas para o cultivo ilegal de drogas e para a exploração de mão de obra escrava. A pretexto de regulamentar o procedimento, o líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB), busca alterar o atual conceito legal de trabalho escravo, de modo a condicionar sua ocorrência à restrição da liberdade de locomoção, assemelhando-o à figura do cárcere privado.
Jucá quer mudar o conceito de trabalho escravo (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
“O objetivo é impedir a punição de empregadores que exponham os trabalhadores a jornadas exaustivas e a condições degradantes de trabalho”, alerta Tiago Muniz Cavalcanti, coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo do Ministério Público do Trabalho. “Dessa forma, quem obriga os empregados a trabalhar mais de 12 horas por dia, a dormir com os animais da fazenda, sem as mínimas condições de higiene, sem garantir alimentação adequada ou água potável ficaria impune.”

Governo economiza R$ 193 milhões com corte de 4 mil comissionados
Na última semana, o governo federal concluiu o processo de reestruturação de cargos na máquina pública. O objetivo é enxugar o quadro de funcionários para reduzir os gastos com orçamento. De acordo com o Ministério do Planejamento, 4.184 cargos em comissão, funções de confiança e gratificações foram extintos.
Outra ação do governo foi a conversão de 10.462 cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) em Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE), os quais podem ser ocupados somente por servidores públicos efetivos. Até o momento, quase 9 mil cargos comissionados já foram transformados em FCPE.

Odebrecht demite 100 mil, mas diz que não vai acabar
A Odebrecht demitiu quase 100 mil funcionários desde que Lava Jato foi deflagrada, em 2014; a receita do grupo recuou 13%, para R$ 90 bilhões (e só não foi maior por causa do efeito do dólar no faturamento externo) e a dívida líquida subiu R$ 13 bilhões, para R$ 75 bilhões; o saldo da Lava Jato ainda inclui pagamento de mais de R$ 8 bilhões em multas pelo esquema de suborno criado para conseguir obras públicas no Brasil e no mundo; apesar do cenário, o novo presidente da holdin,  Luciano Guidolin, diz que a empresa não vai acabar