Vale
vende projeto Carnalita a grupo americano
A venda dos ativos de
fertilizantes da Vale no Brasil foi aprovada sem restrições pela Conselho
Administrativo de Defesa Econômica. Também fazem parte da venda os ativos de
fosfatados localizados no Brasil, exceto os baseados em Cubatão; a sua
participação em Bayóvar, no Peru; e o projeto de potássio no Canadá (Kronau). A
transação com a Mosaic totalizou aproximadamente US$ 2,5 bilhões. A vale
receberá US$ 1,25 bilhão e 11% das ações da empresa.
Senado
instala CPI do BNDES
A Comissão Parlamentar de
Inquérito do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) foi
instalada nesta quarta-feira (2/8) no Senado. Foram eleitos os senadores Davi
Alcolumbre (DEM-AP) para presidente e Sérgio Petecão (PSD-AC) para vice,
além de Roberto Rocha (PSB-MA) para relator.
A CPI do BNDES vai investigar
denúncias de irregularidades nos empréstimos concedidos pelo banco referentes
ao programa de globalização das companhias nacionais. Segundo o relator, a investigação
focará especialmente a linha de crédito para a internacionalização de empresas,
que começou a ser operada a partir de 200
Justiça
de São Paulo bloqueia bens da Eldorado Celulose
A juíza Luciana Bassi, da 5ª Vara
Cível, do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu liminar que bloqueia os
bens da Eldorado Celulose, empresa do Grupo
J&F que está em processo de venda, acatando pedido apresentado pela empresa
Viscaya Holding Partcipações. A Viscaya pertence ao doleiro Lúcio Funaro, que é
réu na Operação Lava Jato e foi preso no ano passado pela Polícia Federal.
Funaro cobra um pagamento de R$ 44 milhões da Eldorado pela intermediação da
contratação de um empréstimo de R$ 940 milhões feito pela Eldorado junto ao
fundo de investimento do FGTS, FI-FGTS.
Cade
multa JBS em R$ 40,2 milhões por descumprimento de acordo
Em 2014, o Cade autorizou que a JBS arrendasse
frigoríficos da Rodopa, desde que cumprisse certas condições. No ano passado, o
Cade entendeu que as determinações não haviam sido atendidas e estabeleceu
novos prazos e regras. Caso não concordassem com a reformulação do acordo, as
empresas deveriam atender a algumas recomendações a fim de evitar o fechamento
dos frigoríficos.
Por entender que a empresa dos irmãos Joesley e
Wesley Batista não seguiu os termos estabelecidos para a desistência, o Cade
estabeleceu uma multa de R$ 40 milhões. Determinou, ainda, o pagamento de R$
200 mil pelo não cumprimento do teto mínimo de produtividade para os
frigoríficos arrendados. No caso da Rodopa, foi aplicada uma multa de R$ 1,6
milhão por desistência do acordo sem cumprimento das condições e de mais R$ 200
mil pelo descumprimento de cláusulas que determinavam a venda de ativos.
Programa
de seguro rural recebe reforço de R$ 100 milhões
Os recursos oferecidos pelo
seguro rural foram ampliados com o reforço de R$ 100 milhões liberados pelo
Ministério da Agricultura. O repasse deve ser executado pelo Programa de
Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) deste ano.
As culturas de verão e frutas
serão as principais beneficiadas. “Em tempos de cortes de orçamento e de
dificuldades financeiras, isso reflete a força do Mapa, liderado pelo ministro
Blairo Maggi e a sensibilidade do presidente Michel Temer com relação à
importância do agronegócio”, salientou o secretário de Política Agrícola, Neri
Geller.
Até o primeiro semestre deste
ano, R$ 90 milhões já foram destinados para o pagamento de apólices de seguro
rural das culturas de inverno, principalmente milho e trigo.
O valor contemplou mais de 15 mil
produtores, em uma área superior a um milhão de hectares. Para o próximo ano, a
pasta pediu um orçamento de R$ 550 milhões para o programa.
Sojicultor
brasileiro paga até 150% mais por royalties da Intacta que seus vizinhos
Na última safra, a Argentina
pagou cerca de US$ 16 por hectare semeado com soja RR2 e, no Paraguai, o custo
foi de até US$ 25. Já no Brasil, o valor salta para US$ 40 por hectare
Uma desconfiança antiga dos
produtores de soja brasileiros foi confirmada. O Brasil paga mais que seus
vizinhos pelo royalty da semente Intacta, da Monsanto. A diferença entre os
valores chega a 150%. Para ajudar a entender como isso funciona e quais são os motivos
dessa disparidade, o Canal Rural produziu uma série de três reportagens
destacando a situação no Brasil, na Argentina e no Paraguai.