Presidente
da CPI do BNDES teve campanha financiada pela JBS | EXAME
Dos
cerca de R$ 2 milhões de doações que Alcolumbre recebeu oficialmente em 2014,
R$ 138 mil foram oriundos de doações do grupo J&F. Além dele, os outros dois
membros da CPI do BNDES que também aparecem na planilha apresentada pela JBS
são os senadores Acir Gurgacz (PDT-RO) – que recebeu R$ 833 mil de um total de
R$ 4,2 milhões – e Paulo Rocha (PT-PA), que recebeu R$ 233 mil da JBS de um
total de R$ 3,3 milhões de doações. Os senadores não possuem até o momento
inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF).
Câmara
tenta votar reforma política mais uma vez - Política
Fato
é que as motivações do Congresso, de costas para o país, continuam
surpreendendo. A reforma política, que deveria ser usada para melhorar ineficaz
sistema político brasileiro, ganhou caráter completamente fisiológico e deve
ser acertada às pressas, como aconteceu com a reforma trabalhista. Há pouco
mais de um mês, a trabalhista foi aprovada pelo Senado mediante um ofício da
Presidência que prometia correções por meio de medidas provisórias. Até agora,
Temer não editou nenhuma delas. Uma reforma mambembe é tudo o que o Brasil não
precisa para limpar o país na próxima vez que for às urnas.
Acordo
Mercosul e UE faria EUA perderem competitividade no Brasil
Estudo
do serviço de representação do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos) no Brasil aponta que, se concretizado, o acordo daria uma condição bem
pior de competitividade aos produtos dos Estados Unidos em relação aos da União
Europeia.
Atualmente,
tanto Estados Unidos como União Europeia têm as mesmas taxas de barreiras nas
exportações para o Brasil. Além disso, os dois —europeus e norte-americanos—
têm produtos semelhantes na lista de exportações para os brasileiros.
JBS
recuperou R$ 7 bi em valor de mercado
Na
semana passada, a J&F Investimentos, holding da família Batista que controla
a JBS, anunciou a venda da Vigor à mexicana Lala. Dona de 19,43% da empresa de
lácteos, a JBS receberá R$ 780 milhões. Além disso, a JBS concluiu na última
semana a venda dos frigoríficos que tinha no Mercosul à Minerva, por US$ 300
milhões. Outros negócios, como subsidiária irlandesa Moy Park e a americana
Five Rivers, ainda seguem à venda.
Na
última segunda-feira, em evento em São Paulo, o presidente do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, também
sinalizou que uma mudança gradual pode ocorrer na JBS, com a saída do
empresário Wesley Batista do cargo de CEO. O banco estatal tem 21% do capital
da JBS, por meio da BNDESPar. Usando uma metáfora do futebol, o dirigente do
BNDES afirmou que Wesley Batista fez gols como CEO, mas que "um bom
jogador pode mudar, no mínimo, de posição. Essa é a nossa tendência".
Cresce
preocupação de empresas familiares com a sucessão da gestão
O
cenário econômico pesou na decisão da família Rocheto em contratar uma
consultoria para auxiliar a preparação da próxima gestão. Encabeçado por três
irmãos, o Grupo Rocheto é um dos maiores produtores de batata do Brasil, com
atuação no plantio e no processamento da cultura. “Durante esse período de
crise, a empresa passou a priorizar a inovação em processos e na própria
produção”, afirma Ana Claudia Rocheto, de 26 anos, uma das possíveis sucessoras
do grupo que está passando por treinamento.
Pensando
na passagem do bastão lá na frente, os Rocheto chamaram ajuda externa para
organizar o processo antes mesmo de o momento decisivo chegar. Esse serviço foi
contratado pela Rede AgroService, plataforma onde os clientes da Bayer podem
trocar pontos acumulados com a multinacional por serviços como o de orientação
da sucessão familiar.
“Eles
estão passando por um processo que eu não tive”, conta João Emílio Rocheto, diretor-presidente
do Grupo Rocheto. João e os irmãos, que herdaram dos pais as plantações de
batatas, foram migrando aos poucos de funções operacionais para as relacionadas
à gestão dos negócios, sem ter passado por preparação. “Mas vejo como positivo.
Eles [os sucessores] chegam muito mais preparados, estudados, com mais
facilidade para buscar tecnologias e inovações. Coisa que nós não tivemos na
nossa época, tivemos que aprender errando”, diz João Emílio.
Brasil
gastou R$ 723 bi com subsídios em 10 anos
De
acordo com Mansueto, dos R$ 723 bilhões gastos na última década, 60% foi o que
se chama subsídio implícito – ou seja, não passou pelo crivo do Congresso
Nacional. “Não foi decidido pelos deputados, nem senadores. Porque o governo,
para gastar R$ 1 a mais com saúde e educação, tem que provar que o recurso
existe e para gastar com subsídios não precisa?”, questionou.
Por
fim, o secretário defendeu que a aprovação da TLP não encarecerá excessivamente
as taxas de juros do BNDES. “Hoje não há nenhuma linha de crédito do BNDES que
seja TJLP pura. A TLP, se estivesse em vigor, seria uma taxa de 8% ao ano. Não
vai mudar drasticamente as condições de empréstimo do BNDES”, afirmou. Mansueto
disse ainda que o cenário atual, em que o mercado prevê inflação e juros baixos
para os próximos anos, é ideal para a instituição da nova taxa.
Presidente
da ABAG alerta que Agro Brasil precisa ser mais competitivo
Carvalho
lembrou ainda que, na questão das parcerias comerciais, o Brasil, junto com o
Cone Sul, tem tido uma postura muito reativa. “Temos de ser mais proativo nas
questões comerciais. Claro que sabemos que, para nos tornarmos mais proativos,
necessitamos de uma mudança cultural, o que é, obviamente, muito mais complexo.
De toda forma, entendo que essa é uma ação que não pode ser adiada, pois
precisamos urgente de mais acordos comerciais”, observou o presidente da
entidade.
Carvalho
também destacou que ficou muito claro nas ideias apresentadas pelos
participantes do evento, que houve uma significativa melhoria macroeconômica
com o novo governo. “Aquilo que era um sofrimento no ano passado, ainda é uma
incerteza, mas hoje o ambiente é muito melhor. Aqui, a frase que sintetiza a
percepção geral é a que foi dita pelo palestrante que abriu o Congresso, o
jornalista Carlos Sardenberg, quando falou da sensação de que nós tentamos
enterrar o velho, mas que o novo ainda não nasceu”.
José
Eliton prevê execução de “conjunto de obras sem precedentes na história do
Entorno do DF
Temer
anuncia que lucro do FGTS será dividido entre trabalhadores
O
presidente Michel Temer antecipou hoje (8) que R$ 7 bilhões referentes ao lucro
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) serão distribuídos entre os
trabalhadores. O anúncio oficial deve ocorrer na quinta-feira (10).
De
acordo com o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, o valor
equivale a 50% do lucro líquido do fundo em 2016. Será depositado para os
trabalhadores com conta no FGTS até 31 de dezembro do ano anterior. "Essa
é a regra. Isso vai para a conta das pessoas e nós iremos pagar àqueles que
tiverem direito a fazer o saque”, disse.
Segundo
Occhi, os dividendos serão distribuídos até o dia 31 de agosto. Ele acrescentou
que os detalhes – como índice a ser utilizado, valores, quais trabalhadores
terão o benefício e quem poderá sacar – serão anunciados pelo presidente na
quinta-feira.
“Ainda
temos que fechar o balanço do fundo de garantia, será fechado essa semana e a
Caixa vai estar preparando toda essa distribuição dos dividendos ao
trabalhador. O que muda é que pela primeira vez há uma distribuição dos lucros
do FGTS”, finalizou Occhi.
'Council
on Foreign Relations': Horizonte político do Brasil é nebuloso
O
texto afirma que o Brasil está confuso, com insatisfação dos eleitores sem
precedentes, mas sem um caminho claro para sair da crise. Os mercados aclamaram
a decisão do Congresso na semana passada pelo arquivamento do processo contra o
presidente Temer em acusações de corrupção. Mas foi uma vitória pírrica, vindo
apenas por causa de um grande número de concessões pagas aos deputados.
"As
reformas econômicas que Temer prometeu como uma forma de justificar sua
presidência parecem mais longe do que nunca, e o governo está perdendo seus
objetivos fiscais que já não eram ambiciosos para este ano. Enquanto isso, o
procurador geral Rodrigo Janot tem sugerido que poderia apresentar novas
acusações contra Temer antes do final de setembro, deixando no ar um clima de
incertezas sobre o drama político que vem consumindo Brasília."
Trump
está a um passo de declarar guerra comercial ao Brasil
A
disputa pode colocar frente a frente os dois maiores produtores de etanol do
mundo. Quanto mais acirrada fica a rivalidade, os gestores de fundos comerciais
sinalizam que o Brasil será o vencedor, já que especuladores de mercado
rebaixaram mais as apostas de alta de milho na última semana do que as apostas
na baixa do açúcar.
“Os
ventos do protecionismo estão soprando em Washington”, afirma Joel Velasco,
antigo representante da Associação Brasileira de Cana de Açúcar (Unica) e atual
diretor do Grupo Albright Stonebridge, empresa de gestão estratégica de
negócios, em Washington. “A corrida pela barreira comercial pode rapidamente
azedar as relações entre os Estados Unidos e o Brasil”, completa.
Etanol de milho será o próximo combustível do
seu carro
No
atual ciclo, o Brasil deve colher pela primeira vez quase 100 milhões de
toneladas do cereal em um movimento ascendente que, segundo a Embrapa, não tem
volta. A Empresa de Pesquisa Agropecuária projeta que, em 10 anos, o volume de
milho produzido no país deverá, inclusive, superar o de soja.
“Até
pela necessidade de rotação de cultura entre milho e soja, que é um casamento
perfeito, a tendência é de termos uma oferta muito grande de milho pelos
próximos anos. Isso impulsiona toda uma indústria de aves e de suínos, além de
viabilizar o uso do milho para gerar combustível”, diz Luiz Carlos Corrêa
Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).
Carvalho
observa ainda que o processo de produção do etanol de milho gera o DDG (grãos
secos por destilação, em inglês), uma opção de qualidade para ração animal. “É
toda uma nova agregação de valor quando o milho começa a ganhar escala no
Brasil. Daqui para frente a produção de milho para etanol e de soja para
biodiesel vai deixar as cadeias de grãos e combustíveis cada vez mais
interligadas”, afirmou Carvalho durante o 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio,
que acontece em São Paulo.
Grupo
francês Engie negocia compra de parque eólico no Brasil | EXAME
O
grupo francês Engie anunciou que está
negociando com a a Renova Energia a compra de um importante parque eólico no
Brasil.
A
filial local da Engie está “em fase avançada de negociações” para comprar 100%
do parque eólico de Umburanas, no estado da Bahia, que tem capacidade de 605
MW, indicou a empresa em uma nota de informação destinada ao mercado
brasileiro.
Não
foram divulgados detalhes financeiros. Mas a negociação pode alcançar centenas
de milhões de euros, segundo as estimativas de analistas da empresa Bryan
Garnier.
A
Engie (ex-GDF Suez) iniciou um plano de transformação no ano passado e busca
reforçar sua atividade na área de energias renováveis.
"Brasil
é outro mundo", diz ex-ministra alemã sobre permanência de Temer —
CartaCapital
DW:
Dentro dessas reflexões, qual é a
tendência do Brasil?
HDG:
Eu ouço que existem muitos acontecimentos preocupantes. Sob a perspectiva
alemã, devo dizer que não é comum ver juízes interferirem nas disputas políticas
cotidianas na Alemanha. Esse comportamento é, absolutamente, um "no
go". Isso não pode acontecer de forma alguma. Isso compromete a neutralidade
do juiz, sua independência e até jurisdição. Isso coloca também a confiança da
população na instituição em cheque.
Por
outro lado, nunca aconteceria na Alemanha de um presidente sob suspeita de
corrupção, com denúncia apresentada pela própria Procuradoria-Geral da
República, não renunciar imediatamente ao cargo.
Tivemos
um caso notório na Alemanha [renúncia do presidente Christian Wulff, em
fevereiro de 2012]. Tratava-se de 700 euros. Mas, obviamente, assim que o
procurador-geral apresentou a denúncia, estava claro para a opinião pública que
o presidente tinha que renunciar. E foi o que ele fez.
O
Brasil é outro mundo. Então eu posso entender a certa descrença que há aqui no
atual desempenho do Judiciário, de alguns juízes e juízas – mas é claro que não
estamos falando de todos, também há tendências completamente diferente, como
sabemos.