quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Notícias de Hoje - 09/08/2017

Presidente da CPI do BNDES teve campanha financiada pela JBS | EXAME
Dos cerca de R$ 2 milhões de doações que Alcolumbre recebeu oficialmente em 2014, R$ 138 mil foram oriundos de doações do grupo J&F. Além dele, os outros dois membros da CPI do BNDES que também aparecem na planilha apresentada pela JBS são os senadores Acir Gurgacz (PDT-RO) – que recebeu R$ 833 mil de um total de R$ 4,2 milhões – e Paulo Rocha (PT-PA), que recebeu R$ 233 mil da JBS de um total de R$ 3,3 milhões de doações. Os senadores não possuem até o momento inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Câmara tenta votar reforma política mais uma vez - Política
Fato é que as motivações do Congresso, de costas para o país, continuam surpreendendo. A reforma política, que deveria ser usada para melhorar ineficaz sistema político brasileiro, ganhou caráter completamente fisiológico e deve ser acertada às pressas, como aconteceu com a reforma trabalhista. Há pouco mais de um mês, a trabalhista foi aprovada pelo Senado mediante um ofício da Presidência que prometia correções por meio de medidas provisórias. Até agora, Temer não editou nenhuma delas. Uma reforma mambembe é tudo o que o Brasil não precisa para limpar o país na próxima vez que for às urnas.

Acordo Mercosul e UE faria EUA perderem competitividade no Brasil
Estudo do serviço de representação do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no Brasil aponta que, se concretizado, o acordo daria uma condição bem pior de competitividade aos produtos dos Estados Unidos em relação aos da União Europeia.
Atualmente, tanto Estados Unidos como União Europeia têm as mesmas taxas de barreiras nas exportações para o Brasil. Além disso, os dois —europeus e norte-americanos— têm produtos semelhantes na lista de exportações para os brasileiros.

JBS recuperou R$ 7 bi em valor de mercado
Na semana passada, a J&F Investimentos, holding da família Batista que controla a JBS, anunciou a venda da Vigor à mexicana Lala. Dona de 19,43% da empresa de lácteos, a JBS receberá R$ 780 milhões. Além disso, a JBS concluiu na última semana a venda dos frigoríficos que tinha no Mercosul à Minerva, por US$ 300 milhões. Outros negócios, como subsidiária irlandesa Moy Park e a americana Five Rivers, ainda seguem à venda.
Na última segunda-feira, em evento em São Paulo, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, também sinalizou que uma mudança gradual pode ocorrer na JBS, com a saída do empresário Wesley Batista do cargo de CEO. O banco estatal tem 21% do capital da JBS, por meio da BNDESPar. Usando uma metáfora do futebol, o dirigente do BNDES afirmou que Wesley Batista fez gols como CEO, mas que "um bom jogador pode mudar, no mínimo, de posição. Essa é a nossa tendência".

Cresce preocupação de empresas familiares com a sucessão da gestão
O cenário econômico pesou na decisão da família Rocheto em contratar uma consultoria para auxiliar a preparação da próxima gestão. Encabeçado por três irmãos, o Grupo Rocheto é um dos maiores produtores de batata do Brasil, com atuação no plantio e no processamento da cultura. “Durante esse período de crise, a empresa passou a priorizar a inovação em processos e na própria produção”, afirma Ana Claudia Rocheto, de 26 anos, uma das possíveis sucessoras do grupo que está passando por treinamento.
Pensando na passagem do bastão lá na frente, os Rocheto chamaram ajuda externa para organizar o processo antes mesmo de o momento decisivo chegar. Esse serviço foi contratado pela Rede AgroService, plataforma onde os clientes da Bayer podem trocar pontos acumulados com a multinacional por serviços como o de orientação da sucessão familiar.
“Eles estão passando por um processo que eu não tive”, conta João Emílio Rocheto, diretor-presidente do Grupo Rocheto. João e os irmãos, que herdaram dos pais as plantações de batatas, foram migrando aos poucos de funções operacionais para as relacionadas à gestão dos negócios, sem ter passado por preparação. “Mas vejo como positivo. Eles [os sucessores] chegam muito mais preparados, estudados, com mais facilidade para buscar tecnologias e inovações. Coisa que nós não tivemos na nossa época, tivemos que aprender errando”, diz João Emílio.

Brasil gastou R$ 723 bi com subsídios em 10 anos
De acordo com Mansueto, dos R$ 723 bilhões gastos na última década, 60% foi o que se chama subsídio implícito – ou seja, não passou pelo crivo do Congresso Nacional. “Não foi decidido pelos deputados, nem senadores. Porque o governo, para gastar R$ 1 a mais com saúde e educação, tem que provar que o recurso existe e para gastar com subsídios não precisa?”, questionou.
Por fim, o secretário defendeu que a aprovação da TLP não encarecerá excessivamente as taxas de juros do BNDES. “Hoje não há nenhuma linha de crédito do BNDES que seja TJLP pura. A TLP, se estivesse em vigor, seria uma taxa de 8% ao ano. Não vai mudar drasticamente as condições de empréstimo do BNDES”, afirmou. Mansueto disse ainda que o cenário atual, em que o mercado prevê inflação e juros baixos para os próximos anos, é ideal para a instituição da nova taxa.

Presidente da ABAG alerta que Agro Brasil precisa ser mais competitivo
Carvalho lembrou ainda que, na questão das parcerias comerciais, o Brasil, junto com o Cone Sul, tem tido uma postura muito reativa. “Temos de ser mais proativo nas questões comerciais. Claro que sabemos que, para nos tornarmos mais proativos, necessitamos de uma mudança cultural, o que é, obviamente, muito mais complexo. De toda forma, entendo que essa é uma ação que não pode ser adiada, pois precisamos urgente de mais acordos comerciais”, observou o presidente da entidade. 
Carvalho também destacou que ficou muito claro nas ideias apresentadas pelos participantes do evento, que houve uma significativa melhoria macroeconômica com o novo governo. “Aquilo que era um sofrimento no ano passado, ainda é uma incerteza, mas hoje o ambiente é muito melhor. Aqui, a frase que sintetiza a percepção geral é a que foi dita pelo palestrante que abriu o Congresso, o jornalista Carlos Sardenberg, quando falou da sensação de que nós tentamos enterrar o velho, mas que o novo ainda não nasceu”.

José Eliton prevê execução de “conjunto de obras sem precedentes na história do Entorno do DF

Temer anuncia que lucro do FGTS será dividido entre trabalhadores
O presidente Michel Temer antecipou hoje (8) que R$ 7 bilhões referentes ao lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) serão distribuídos entre os trabalhadores. O anúncio oficial deve ocorrer na quinta-feira (10).
De acordo com o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, o valor equivale a 50% do lucro líquido do fundo em 2016. Será depositado para os trabalhadores com conta no FGTS até 31 de dezembro do ano anterior. "Essa é a regra. Isso vai para a conta das pessoas e nós iremos pagar àqueles que tiverem direito a fazer o saque”, disse.
Segundo Occhi, os dividendos serão distribuídos até o dia 31 de agosto. Ele acrescentou que os detalhes – como índice a ser utilizado, valores, quais trabalhadores terão o benefício e quem poderá sacar – serão anunciados pelo presidente na quinta-feira.
“Ainda temos que fechar o balanço do fundo de garantia, será fechado essa semana e a Caixa vai estar preparando toda essa distribuição dos dividendos ao trabalhador. O que muda é que pela primeira vez há uma distribuição dos lucros do FGTS”, finalizou Occhi.

'Council on Foreign Relations': Horizonte político do Brasil é nebuloso 
O texto afirma que o Brasil está confuso, com insatisfação dos eleitores sem precedentes, mas sem um caminho claro para sair da crise. Os mercados aclamaram a decisão do Congresso na semana passada pelo arquivamento do processo contra o presidente Temer em acusações de corrupção. Mas foi uma vitória pírrica, vindo apenas por causa de um grande número de concessões pagas aos deputados.
"As reformas econômicas que Temer prometeu como uma forma de justificar sua presidência parecem mais longe do que nunca, e o governo está perdendo seus objetivos fiscais que já não eram ambiciosos para este ano. Enquanto isso, o procurador geral Rodrigo Janot tem sugerido que poderia apresentar novas acusações contra Temer antes do final de setembro, deixando no ar um clima de incertezas sobre o drama político que vem consumindo Brasília."

Trump está a um passo de declarar guerra comercial ao Brasil
A disputa pode colocar frente a frente os dois maiores produtores de etanol do mundo. Quanto mais acirrada fica a rivalidade, os gestores de fundos comerciais sinalizam que o Brasil será o vencedor, já que especuladores de mercado rebaixaram mais as apostas de alta de milho na última semana do que as apostas na baixa do açúcar.
“Os ventos do protecionismo estão soprando em Washington”, afirma Joel Velasco, antigo representante da Associação Brasileira de Cana de Açúcar (Unica) e atual diretor do Grupo Albright Stonebridge, empresa de gestão estratégica de negócios, em Washington. “A corrida pela barreira comercial pode rapidamente azedar as relações entre os Estados Unidos e o Brasil”, completa.

Etanol de milho será o próximo combustível do seu carro
No atual ciclo, o Brasil deve colher pela primeira vez quase 100 milhões de toneladas do cereal em um movimento ascendente que, segundo a Embrapa, não tem volta. A Empresa de Pesquisa Agropecuária projeta que, em 10 anos, o volume de milho produzido no país deverá, inclusive, superar o de soja.
“Até pela necessidade de rotação de cultura entre milho e soja, que é um casamento perfeito, a tendência é de termos uma oferta muito grande de milho pelos próximos anos. Isso impulsiona toda uma indústria de aves e de suínos, além de viabilizar o uso do milho para gerar combustível”, diz Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).
Carvalho observa ainda que o processo de produção do etanol de milho gera o DDG (grãos secos por destilação, em inglês), uma opção de qualidade para ração animal. “É toda uma nova agregação de valor quando o milho começa a ganhar escala no Brasil. Daqui para frente a produção de milho para etanol e de soja para biodiesel vai deixar as cadeias de grãos e combustíveis cada vez mais interligadas”, afirmou Carvalho durante o 16º Congresso Brasileiro do Agronegócio, que acontece em São Paulo.

Grupo francês Engie negocia compra de parque eólico no Brasil | EXAME
O grupo francês Engie anunciou que está negociando com a a Renova Energia a compra de um importante parque eólico no Brasil.
A filial local da Engie está “em fase avançada de negociações” para comprar 100% do parque eólico de Umburanas, no estado da Bahia, que tem capacidade de 605 MW, indicou a empresa em uma nota de informação destinada ao mercado brasileiro.
Não foram divulgados detalhes financeiros. Mas a negociação pode alcançar centenas de milhões de euros, segundo as estimativas de analistas da empresa Bryan Garnier.
A Engie (ex-GDF Suez) iniciou um plano de transformação no ano passado e busca reforçar sua atividade na área de energias renováveis.

"Brasil é outro mundo", diz ex-ministra alemã sobre permanência de Temer — CartaCapital
DW: Dentro dessas reflexões, qual é a tendência do Brasil?
HDG: Eu ouço que existem muitos acontecimentos preocupantes. Sob a perspectiva alemã, devo dizer que não é comum ver juízes interferirem nas disputas políticas cotidianas na Alemanha. Esse comportamento é, absolutamente, um "no go". Isso não pode acontecer de forma alguma. Isso compromete a neutralidade do juiz, sua independência e até jurisdição. Isso coloca também a confiança da população na instituição em cheque.
Por outro lado, nunca aconteceria na Alemanha de um presidente sob suspeita de corrupção, com denúncia apresentada pela própria Procuradoria-Geral da República, não renunciar imediatamente ao cargo.
Tivemos um caso notório na Alemanha [renúncia do presidente Christian Wulff, em fevereiro de 2012]. Tratava-se de 700 euros. Mas, obviamente, assim que o procurador-geral apresentou a denúncia, estava claro para a opinião pública que o presidente tinha que renunciar. E foi o que ele fez.
O Brasil é outro mundo. Então eu posso entender a certa descrença que há aqui no atual desempenho do Judiciário, de alguns juízes e juízas – mas é claro que não estamos falando de todos, também há tendências completamente diferente, como sabemos.