SÃO PAULO (Reuters) - A Associação Nacional dos
Exportadores de Cereais (Anec) projetou nesta segunda-feira que os embarques
brasileiros de deverão atingir cerca de 30 milhões de toneladas em 2017, acima
das 28 milhões de toneladas estimadas em maio.
A revisão para cima leva em consideração uma safra
maior e a melhora na comercialização do produto, disse a Anec à Reuters.
"Os embarques de milho no último mês de junho
foram muito acima da média, totalizando 977 mil toneladas exportadas, sendo
este o maior volume já registrado para o mês, o que traz grande confiança ao
setor exportador de que este ano deverá concretizar a retomada do mercado
perdido no ano anterior", afirmou a Anec em nota.
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SOJA
O mês de junho manteve o alto volume das
exportações de soja, encerrando com um total de 8,3 milhões de toneladas
embarcadas no mês.
Com isso, as exportações brasileiras de soja
totalizaram 45,5 milhões de toneladas no primeiro semestre, sendo este o maior
volume já registrado no período.
"A eficácia dos portos brasileiros tem sido
colocada à prova neste ano, com movimentação de grãos acima das médias dos
últimos anos, e estes vêm respondendo de maneira extremamente positiva."
Tratado como chefe de Estado pelos organizadores,
o ministro da Agricultura e Pecuária, senador mato-grossense Blairo Maggi (PP),
se transformou na principal estrela da 40ª Conferência da FAO, órgão das Nações
Unidas (ONU) responsável pela alimentação, em Roma (Itália), nesta
segunda-feira (3). “O Brasil é hoje um dos maiores produtores e exportadores de
alimentos do mundo. Nossa produtividade aumenta 4% ao ano desde 1975”,
argumentou ele, para plateia formada majoritariamente por países com escassez de
comida.
Blairo Maggi afirmou que o Brasil tem condições de
alimentar o mundo, mas exigiu equilíbrio nas cobranças dos demais, na questão
ambiental. “O setor do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e o
desenvolvimento rural. Dos pequenos proprietários aos grandes produtores,
emprega um em cada cinco trabalhadores e responde por mais de 20% do nosso
Produto Interno Bruto”, sintetizou ele.
Em decreto publicado hoje (3) no Diário Oficial da
União (DOU), o presidente Michel Temer criou a Delegação Permanente do Brasil
junto à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO),
em Roma. O decreto é assinado também pelo ministro das Relações Exteriores,
Aloysio Nunes.
Seguindo as regras do Decreto 8.817/2016, o chefe
da delegação será nomeado pelo presidente da República, com o título de
embaixador, após aprovação pelo Senado Federal.
Segundo dados do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Brasil é um dos maiores produtores e
exportadores de alimentos do mundo, graças em grande parte à produtividade, que
tem crescido 4% ao ano, desde 1975. De pequenos a grandes produtores, empregam
um a cada cinco trabalhadores e respondem por mais de 20% do nosso Produto
Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país).
Segundo o documento, existem registros de
nódulos decorrentes do medicamento injetável desde o início do uso obrigatório
da vacina oleosa no Brasil, em 1992.
“Diferentemente, abscessos são lesões que ocorrem
eventualmente em decorrência de más práticas e de contaminação microbiológica
no local da aplicação”, diz o comunicado. “O agravamento das reações locais, ou
a evolução dessas reações para abscessos, estão relacionados com a aplicação
incorreta do produto, podendo levar a perdas no processamento das carcaças”,
conclui.
Para Emílio Salani, vice-presidente do Sindan
(entidade que reúne as indústrias produtoras de vacina contra a aftosa), a nota
é “esclarecedora”. “Ela esclarece não apenas a questão envolvendo a vacina, mas
também o que é o abscesso e a diferença disso para nódulos internos”, afirma.
Em coletiva no dia 23 de junho, o
secretário-executivo do ministério, Eumar Novacki, afirmou que o governo faria
uma investigação para verificar a qualidade das vacinas aplicadas nos animais
cuja carne foi exportada.
“Temos como fazer um rastreamento de todos os
lotes [da vacina] usados. Vamos fazer um levantamento para testar a sua
qualidade”, disse Novacki.
SÃO PAULO (Reuters) - A autoridade que fiscaliza
qualidade na China intensificou as inspeções de carnes importadas do Brasil
após uma recente proibição dos Estados Unidos a alguns produtos brasileiros de
carne bovina.
O gigante asiático adotará medidas se encontrar
problemas de segurança alimentar em carnes importadas do Brasil e notificará o
público em tempo hábil, informou a Administração Geral de Supervisão de
Qualidade, Inspeção e Quarentena em comunicado enviado à Reuters.
Os EUA suspenderam as importações de carne in
natura brasileira no fim do mês passado, após um elevado percentual dos
embarques não passar em testes de segurança.
(Por Hallie Gu e Dominique Patton)
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Na ação, os advogados da JBS haviam argumentado
que a decisão da Justiça do DF --antecipada pela Reuters no dia 21 de junho--
desrespeitara os termos das delações premiadas homologados pelos executivos da
JBS pelo ministro Edson Fachin.
Nas 47 páginas do recurso, a defesa alegara ainda
que houve afronta à autoridade do STF quando proibiu os empresários Joesley e
Wesley Batista de venderem os ativos, uma vez que essa decisão cautelar
contraria os termos do acordo de delação que lhes garantiu imunidade penal.
Ao negar o pedido, Fachin argumentou, de acordo
com o Supremo, que a homologação se restringe à verificação dos aspectos de
regularidade, legalidade e voluntariedade do ato firmado. O ministro avaliou
ainda que não ficou comprovada a urgência que exigisse a concessão de uma
liminar.
O Ministério da Saúde estuda mudar os rótulos dos
alimentos industrializados para facilitar a leitura das quantidades de sal,
açúcar e gorduras trans presentes em cada embalagem. A informação foi
confirmada na última semana pelo ministro Ricardo Barros no Ethanol Summit —
evento promovido pela UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) voltado para
discussões sobre energias renováveis.
— Nós temos um estudo da ABIA (Associação
Brasileira das Indústrias da Alimentação) para a confecção de rotulagem dos
alimentos com a sinalização como um semáforo: verde, amarelo e vermelho. O
objetivo é que as pessoas percebam, na parte frontal do rótulo — estas cores
estão presentes naquela parte da embalagem que fica de frente para o consumidor
na prateleira —, o quanto tem de sal, açúcar e gordura trans em cada alimento.
Isso é uma leitura muito fácil que vai fazer com que o consumidor perceba, com
clareza, o que está consumindo.
De acordo com Daniel Magnoni, cardiologista e
nutrólogo do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o rótulo dos alimentos
industrializados deve se tornar uma ferramenta de educação nutricional, a
partir da qual as pessoas possam se informar melhor sobre ingredientes e dietas
equilibradas.
Não chega a ser novidade, mas a diferença entre
anúncio feito e regra válida emperra o acesso ao financiamento para compra de
terra no Brasil. No final de maio, quando lançou o Plano Safra familiar, o
governo federal comunicou que o valor limite para os financiamentos seria
ampliado de R$ 80 mil para R$ 140 mil. Até agora, no entanto, essa mudança
continua sendo apenas uma promessa.
Para que o novo teto dos financiamentos entre em
vigor, é preciso que seja publicada a regulamentação.
A previsão inicial era de que o texto fosse
apresentado ao Conselho Monetário Nacional no fim de junho. Depois, que sairia
ontem. Agora, segundo a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do
Desenvolvimento Agrário (Sead), a estimativa é de que as informações sobre o
novo formato do programa saiam ainda neste mês.
O laboratório farmacêutico Instituto Vital Brazil
está a desenvolver, em parceria com o Centro de Estudos e Venenos de Animais
Peçonhentos da Universidade Estadual Paulista de Botucatu, um medicamento
inédito contra o veneno de abelhas.
O soro antiapílico está a ser testado há um ano em
dez pacientes que sofreram múltiplas picadas de abelha. Segundo Luís Eduardo
Cunha, assessor da direcção científica do Instituto Vital Brazil e doutorando
em medicina tropical, os resultados até aqui são muito bons. “Nesta fase de
testes, a gente vê segurança. Nesses dez pacientes em que foi aplicado o soro,
correu tudo bem, na medida do esperado”, disse.
O Instituto Vital Brazil vai solicitar ainda este
mês à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a extensão, por mais um
ano, da actual fase de testes, denominados "Estudos clínicos", com o
objectivo de testar o soro em mais dez pacientes.
A reforma tributária deverá chegar ao plenário da
Câmara para votação até o começo de setembro. A previsão é do relator do
projeto, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que chamou a proposta de “mãe de
todas as reformas”. A partir de agosto, o parlamentar pretende receber
contribuições sobre os projetos ligados à reforma antes de encaminhar seu
relatório final.
Um dos pontos a serem debatidos, segundo o
relator, é o projeto que se refere ao Imposto de Valor Agregado (IVA). “O IVA
faz três meses que estão trabalhando e agora que tem a primeira versão. Não dá
para copiar dos outros [países]. Tem que fazer com as características do
Brasil.”
Depois de chegar a um acordo sobre o texto da
emenda constitucional que implantará a reforma, Hauly disse que apresentará um
projeto de emenda aglutinativa para que tudo siga direto para o plenário,
incluindo os projetos de lei complementares e as leis ordinárias. “Nós vamos
utilizar a emenda da PEC [proposta de emenda à Constituição] do [deputado]
Sandro Mabel, que está aprovada na comissão”, adiantou.
Apresentação