“Migalha.”
Foi assim que o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar
Novacki, descreveu a ajuda de US$ 1 bilhão dada pela Noruega para o Brasil nos
esforços de combate ao desmatamento no País.
Em
Genebra, na Suíça, nesta quinta-feira, 13, Novacki questionou abertamente o
comportamento de países estrangeiros contra a situação do meio ambiente no
Brasil.
“Ninguém tem o direito de criticar o Brasil no
que se refere ao meio ambiente. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária) mostra que o País tem 61% do território de matas nativas”, disse.
Para
ele, o anúncio do corte de dinheiro da Noruega foi “muito deselegante” e teve
um caráter “político”. Na avaliação do secretário, tais gestos não podem ser
tolerados. “Será que precisamos mesmo desse apoio? Gastamos muito mais que essa
migalha que eles nos oferecem”, disse.
O Ministério
das Relações Exteriores
da República Federativa
do Brasil e o Ministério
dos Negócios Estrangeiros
da República de Belarus, BUSCANDO fortalecer
e desenvolver a
cooperação econômica entre
a República Federativa
do Brasil e
a República de Belarus,
DESEJANDO contribuir para
a intensificação da
cooperação econômica a fim
de fomentar o
crescimento do comércio
bilateral, investimentos,
assim como a
elaboração e a
execução de projetos conjuntos, Acordaram criar a
Comissão Conjunta Brasileiro-belarrussa de Cooperação
Econômica para determinar as áreas prioitárias
de cooperação econômica
entre a República
Federativa do Brasil e
a República de
Belarus, assim como
para fomentar as relações econômicas
entre os dois
países.
Ocorreu
em Fuzhou, na China, entre os dias 10 e 12 de junho de 2017, o 9º Fórum
Acadêmico dos BRICS com o tema “Pooling Wisdom and New Ideas for Cooperation”.
O Fórum reúne organizações da sociedade civil, think tanks e partidos políticos
e costuma preceder a Cúpula dos BRICS no país anfitrião.
O
Brasil teve uma participação pífia, condizente como o momento atual do país e
mais uma vez sinalizou que os BRICS não são prioridade para o atual governo. O
think tank brasileiro, IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas),
sequer se fez comparecer porque a direção do órgão simplesmente não liberou as
passagens dos pesquisadores.
A
Presidência da República e o Itamaraty mandaram representantes do terceiro
escalão, que não expressaram qualquer diretriz da política externa brasileira,
tampouco nossa estratégia para o agrupamento BRICS. Imaginamos que esboçá-las
deva ser uma tarefa árdua, à medida que sabemos que malta temerosa hoje
ocupando o Palácio do Planalto não constitua propriamente um governo.
O
Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou como bem-vinda a recuperação do
Brasil depois de anos de profunda recessão, mas que o recente aumento de
incertezas políticas impõe riscos à perspectiva econômica e à agenda de
reformas do governo. As avaliações fazem parte da conclusão do Artigo Quarto de
Consultas do FMI ao País.
À
luz dos desafios que a economia do Brasil enfrenta, os diretores do FMI apoiam
o ritmo atual dos ajustes das contas públicas, mas enfatizaram que esforços
precisarão ser mais intensos assim que a retomada da economia estiver em pleno
curso. "Um arcabouço fiscal móvel de médio prazo poderá ser útil para
clarificar e atualizar os objetivos do governo para estabilizar sua
dívida."
Os
dirigentes do FMI destacaram a necessidade de reforma da Previdência Social,
inclusive para servidores públicos em todos os níveis de governo, no contexto
de tendências demográficas desfavoráveis e desequilíbrios atuariais. "Os
diretores expressaram preocupações com finanças subnacionais e encorajaram as
autoridades a continuar desenvolvendo soluções duradouras em coordenação com os
Estados."
Para
Ênio Fernandes, consultor em agronegócio da Terra Agronegócios, o mercado
internacional exagerou na baixa e o mercado climático ainda não desempenhou
todo seu papel sobre o andamento das cotações na Bolsa de Chicago.
...
O
impacto das perdas de mais de 40 pontos em Chicago levou a referência da soja
disponível a fechar com R$ 71 por saca no porto de Paranaguá e R$ 70,60 no
terminal de Rio Grande. Os preços afastaram os vendedores e, ainda segundo o
consultor da Terra, quando eles voltarem ao intervalo dos R$ 75 aos R$ 77 por
saca, os negócios devem voltar a rodar. "O produtor está muito maduro,
cada vez mais profissional e sabe aproveitar suas oportunidades",
acredita.
SÃO
PAULO (Reuters) - Os leilões de prêmios do governo federal para ajudar o
escoamento de milho de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás atraíram pouco
interesse de produtores e comerciantes nesta quinta-feira, com as subvenções
oferecidas ficando aquém do necessário para permitir o fechamento dos negócios,
segundo analistas.
No
leilão de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor), o governo negociou apoio
para cerca de 108 mil toneladas, ou apenas 12,3 por cento do total ofertado,
enquanto no de PEP (Prêmio de Escoamento do Produto) a operação apoiou
aproximadamente 16 mil toneladas, ou 5 por cento da oferta.
No
total, foi ofertado Pepro para 880 mil toneladas enquanto no PEP a oferta foi
para 320 mil toneladas.
O
número de agricultores familiares que passaram a produzir no âmbito do Programa
Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) cresceu 63% entre 2012 e 2016.
Ao
todo, 34 mil produtores são beneficiados pela iniciativa, que arrecada até 30%
dos recursos liberados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
(FNDE), destinados à alimentação escolar na rede pública.
Os
alimentos são comprados principalmente de agricultores na mesma cidade em que
estão as escolas para privilegiar os assentamentos da reforma agrária, as
comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas.
Os
principais credores brasileiros da JBS estão próximos de um acordo para o
refinanciamento de dívidas da processadora de carnes no valor cerca de R$ 18
bilhões que vencem dentro de um ano, disseram cinco pessoas com conhecimento do
assunto; negociações vêm em um momento no qual a empresa passa por turbulências
relacionadas ao grande escândalo de corrupção envolvendo seus controladores, os
irmãos Batista
A
Caixa Econômica Federal, o Santander Brasil, o Banco do Brasil e o Bradesco
estão tentando convencer o Itaú Unibanco a aderir ao plano, sob o qual a JBS
obteria a ampliação do prazo de pagamento por 12 meses em troca do pagamento adiantado
de 2 bilhões de reais e garantias extras, disseram duas das fontes.
O
Ministério Público da Bahia (MP-BA) acionou hoje (13) na Justiça a empresa
Veracel Celulose S/A por suposta ocupação irregular de terras do estado. Entre
os pedidos da ação civil pública, o MP-BA solicita à Justiça uma liminar que
determine a reintegração de posse em favor do estado da Bahia dos mais de 225
hectares ocupados pela empresa para o plantio de eucalipto.
Os
promotores de Justiça Rafael Henrique Andreazzi e Antônio Leal Filho,
responsáveis pela ação, informam que a empresa Veracel explora a plantação de
eucaliptos há 15 anos nas terras localizadas na região do município de
Eunápolis, Extremo Sul da Bahia.
Outro
ponto levantado na ação é que a ocupação das terras para a produção da celulose
rendeu à Veracel vantagens superiores a R$ 3 milhões, sem que nenhum valor
fosse repassado ao estado da Bahia. A ação ainda pede à Justiça que, devido a
isso, a empresa seja condenada ao pagamento de R$ 15 milhões em indenização por
danos morais coletivos a serem destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos
Difusos.
O
ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reconheceu a importância do alerta
feito na quarta-feira, 12, pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a
hipótese de descumprimento da meta fiscal deste ano. “É um alerta importante e
vamos observar. Vamos atender e estamos, de fato, já em alerta sobre isso.
Vamos prestar ainda mais atenção, nos dedicar ainda mais e levar muito a sério
a recomendação”, disse em rápida entrevista após a cerimônia de sanção da
reforma trabalhista.
Questionado
sobre a possibilidade de liberação antecipada de recursos contingenciados do
Orçamento, o ministro não descartou a hipótese. “É possível. Estamos fazendo
avaliações”, disse.
Alguns
setores estão mais preparados do que outros para o desafio. A área financeira,
por exemplo, já está mais madura na implantação dessas equipes, até por
exigência de seus próprios negócios. O banco Itaú, com 90 mil funcionários e
controlado por diversas instituições, como a Comissão de Valores Mobiliários e
o Banco Central, sabe que precisa ter cuidado redobrado para não cometer
deslizes. O setor de compliance da empresa já está estruturado há cerca de uma
década e tem em seus quadros 180 pessoas. Lá, qualquer reunião tem uma ata ao
final. Criação ou modificação de produto depende de aprovação de órgãos
superiores. Há treinamento constante de funcionários, que assinam termos de
conduta, declarando ter conhecimento de todas as regras a que estão submetidos.
Lá, a principal regra, estampada em todas as paredes, é: “Ética é inegociável”.
De
janeiro a maio deste ano, o setor de serviços apresentou queda de 4,4% ao se
comparar com o mesmo período (cinco meses) do ano anterior. Os dados foram
apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e constam
da Pesquisa Mensal de Serviços divulgado nesta quinta-feira (13).
O
instituto explicou que a estabilidade, ou estagnação, em abril vem após o
crescimento no segmento na ordem de 1% frente a março deste ano. Na série
dessazonalizada, o recuo foi de 2,6% em março frente ao mês de fevereiro de
2017.