sexta-feira, 14 de julho de 2017

Notícias de Hoje - 14/07/2017

“Migalha.” Foi assim que o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, descreveu a ajuda de US$ 1 bilhão dada pela Noruega para o Brasil nos esforços de combate ao desmatamento no País.
Em Genebra, na Suíça, nesta quinta-feira, 13, Novacki questionou abertamente o comportamento de países estrangeiros contra a situação do meio ambiente no Brasil.
 “Ninguém tem o direito de criticar o Brasil no que se refere ao meio ambiente. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) mostra que o País tem 61% do território de matas nativas”, disse.
Para ele, o anúncio do corte de dinheiro da Noruega foi “muito deselegante” e teve um caráter “político”. Na avaliação do secretário, tais gestos não podem ser tolerados. “Será que precisamos mesmo desse apoio? Gastamos muito mais que essa migalha que eles nos oferecem”, disse.

O  Ministério  das  Relações  Exteriores  da  República  Federativa  do  Brasil e o  Ministério  dos  Negócios  Estrangeiros  da  República  de Belarus, BUSCANDO  fortalecer  e  desenvolver  a  cooperação  econômica  entre  a  República  Federativa  do  Brasil  e  a  República  de  Belarus, DESEJANDO  contribuir  para  a  intensificação  da  cooperação econômica  a  fim  de  fomentar  o  crescimento  do  comércio  bilateral, investimentos,  assim  como  a  elaboração  e  a  execução  de  projetos conjuntos, Acordaram criar  a  Comissão  Conjunta  Brasileiro-belarrussa  de Cooperação  Econômica para  determinar  as  áreas  prioitárias  de  cooperação  econômica  entre  a  República  Federativa  do Brasil  e  a  República  de  Belarus,  assim  como  para  fomentar  as  relações  econômicas  entre  os  dois  países.

Ocorreu em Fuzhou, na China, entre os dias 10 e 12 de junho de 2017, o 9º Fórum Acadêmico dos BRICS com o tema “Pooling Wisdom and New Ideas for Cooperation”. O Fórum reúne organizações da sociedade civil, think tanks e partidos políticos e costuma preceder a Cúpula dos BRICS no país anfitrião.
O Brasil teve uma participação pífia, condizente como o momento atual do país e mais uma vez sinalizou que os BRICS não são prioridade para o atual governo. O think tank brasileiro, IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), sequer se fez comparecer porque a direção do órgão simplesmente não liberou as passagens dos pesquisadores.
A Presidência da República e o Itamaraty mandaram representantes do terceiro escalão, que não expressaram qualquer diretriz da política externa brasileira, tampouco nossa estratégia para o agrupamento BRICS. Imaginamos que esboçá-las deva ser uma tarefa árdua, à medida que sabemos que malta temerosa hoje ocupando o Palácio do Planalto não constitua propriamente um governo.   

O Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou como bem-vinda a recuperação do Brasil depois de anos de profunda recessão, mas que o recente aumento de incertezas políticas impõe riscos à perspectiva econômica e à agenda de reformas do governo. As avaliações fazem parte da conclusão do Artigo Quarto de Consultas do FMI ao País.
À luz dos desafios que a economia do Brasil enfrenta, os diretores do FMI apoiam o ritmo atual dos ajustes das contas públicas, mas enfatizaram que esforços precisarão ser mais intensos assim que a retomada da economia estiver em pleno curso. "Um arcabouço fiscal móvel de médio prazo poderá ser útil para clarificar e atualizar os objetivos do governo para estabilizar sua dívida."
Os dirigentes do FMI destacaram a necessidade de reforma da Previdência Social, inclusive para servidores públicos em todos os níveis de governo, no contexto de tendências demográficas desfavoráveis e desequilíbrios atuariais. "Os diretores expressaram preocupações com finanças subnacionais e encorajaram as autoridades a continuar desenvolvendo soluções duradouras em coordenação com os Estados."

Para Ênio Fernandes, consultor em agronegócio da Terra Agronegócios, o mercado internacional exagerou na baixa e o mercado climático ainda não desempenhou todo seu papel sobre o andamento das cotações na Bolsa de Chicago.
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O impacto das perdas de mais de 40 pontos em Chicago levou a referência da soja disponível a fechar com R$ 71 por saca no porto de Paranaguá e R$ 70,60 no terminal de Rio Grande. Os preços afastaram os vendedores e, ainda segundo o consultor da Terra, quando eles voltarem ao intervalo dos R$ 75 aos R$ 77 por saca, os negócios devem voltar a rodar. "O produtor está muito maduro, cada vez mais profissional e sabe aproveitar suas oportunidades", acredita.

SÃO PAULO (Reuters) - Os leilões de prêmios do governo federal para ajudar o escoamento de milho de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás atraíram pouco interesse de produtores e comerciantes nesta quinta-feira, com as subvenções oferecidas ficando aquém do necessário para permitir o fechamento dos negócios, segundo analistas.
No leilão de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor), o governo negociou apoio para cerca de 108 mil toneladas, ou apenas 12,3 por cento do total ofertado, enquanto no de PEP (Prêmio de Escoamento do Produto) a operação apoiou aproximadamente 16 mil toneladas, ou 5 por cento da oferta.
No total, foi ofertado Pepro para 880 mil toneladas enquanto no PEP a oferta foi para 320 mil toneladas.

O número de agricultores familiares que passaram a produzir no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) cresceu 63% entre 2012 e 2016.
Ao todo, 34 mil produtores são beneficiados pela iniciativa, que arrecada até 30% dos recursos liberados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), destinados à alimentação escolar na rede pública.
Os alimentos são comprados principalmente de agricultores na mesma cidade em que estão as escolas para privilegiar os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas.

Os principais credores brasileiros da JBS estão próximos de um acordo para o refinanciamento de dívidas da processadora de carnes no valor cerca de R$ 18 bilhões que vencem dentro de um ano, disseram cinco pessoas com conhecimento do assunto; negociações vêm em um momento no qual a empresa passa por turbulências relacionadas ao grande escândalo de corrupção envolvendo seus controladores, os irmãos Batista
A Caixa Econômica Federal, o Santander Brasil, o Banco do Brasil e o Bradesco estão tentando convencer o Itaú Unibanco a aderir ao plano, sob o qual a JBS obteria a ampliação do prazo de pagamento por 12 meses em troca do pagamento adiantado de 2 bilhões de reais e garantias extras, disseram duas das fontes.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) acionou hoje (13) na Justiça a empresa Veracel Celulose S/A por suposta ocupação irregular de terras do estado. Entre os pedidos da ação civil pública, o MP-BA solicita à Justiça uma liminar que determine a reintegração de posse em favor do estado da Bahia dos mais de 225 hectares ocupados pela empresa para o plantio de eucalipto.
Os promotores de Justiça Rafael Henrique Andreazzi e Antônio Leal Filho, responsáveis pela ação, informam que a empresa Veracel explora a plantação de eucaliptos há 15 anos nas terras localizadas na região do município de Eunápolis, Extremo Sul da Bahia.
Outro ponto levantado na ação é que a ocupação das terras para a produção da celulose rendeu à Veracel vantagens superiores a R$ 3 milhões, sem que nenhum valor fosse repassado ao estado da Bahia. A ação ainda pede à Justiça que, devido a isso, a empresa seja condenada ao pagamento de R$ 15 milhões em indenização por danos morais coletivos a serem destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reconheceu a importância do alerta feito na quarta-feira, 12, pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a hipótese de descumprimento da meta fiscal deste ano. “É um alerta importante e vamos observar. Vamos atender e estamos, de fato, já em alerta sobre isso. Vamos prestar ainda mais atenção, nos dedicar ainda mais e levar muito a sério a recomendação”, disse em rápida entrevista após a cerimônia de sanção da reforma trabalhista.
Questionado sobre a possibilidade de liberação antecipada de recursos contingenciados do Orçamento, o ministro não descartou a hipótese. “É possível. Estamos fazendo avaliações”, disse.

Alguns setores estão mais preparados do que outros para o desafio. A área financeira, por exemplo, já está mais madura na implantação dessas equipes, até por exigência de seus próprios negócios. O banco Itaú, com 90 mil funcionários e controlado por diversas instituições, como a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central, sabe que precisa ter cuidado redobrado para não cometer deslizes. O setor de compliance da empresa já está estruturado há cerca de uma década e tem em seus quadros 180 pessoas. Lá, qualquer reunião tem uma ata ao final. Criação ou modificação de produto depende de aprovação de órgãos superiores. Há treinamento constante de funcionários, que assinam termos de conduta, declarando ter conhecimento de todas as regras a que estão submetidos. Lá, a principal regra, estampada em todas as paredes, é: “Ética é inegociável”.

De janeiro a maio deste ano, o setor de serviços apresentou queda de 4,4% ao se comparar com o mesmo período (cinco meses) do ano anterior. Os dados foram apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e constam da Pesquisa Mensal de Serviços divulgado nesta quinta-feira (13).
O instituto explicou que a estabilidade, ou estagnação, em abril vem após o crescimento no segmento na ordem de 1% frente a março deste ano. Na série dessazonalizada, o recuo foi de 2,6% em março frente ao mês de fevereiro de 2017.