quarta-feira, 19 de julho de 2017

Notícias de Hoje - 19/07/2017


PORTARIA N 488, DE 18 DE JULHO DE 2017 - Dispõe sobre o distrato dos contratos de beneficiários de unidades habitacionais pro- duzidas com recursos provenientes da in- tegralização de cotas no Fundo de Arren- damento Residencial (FAR), no âmbito do Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU),  integrante  do  Programa  Minha Casa, Minha Vida (PMCMV).

PORTARIA INTERMINISTERIAL N. 231, DE 18 DE JULHO DE 2017 - Art. 1º Autorizar a contratação, nos termos desta Portaria, do quantitativo máximo de 300 (trezentos) médicos veterinários, por tempo determinado, para atender necessidade temporária de ex-cepcional interesse público, na forma da alínea "f" do inciso VI do art. 2º da Lei n° 8.745, de 9 de dezembro de 1993, a partir de setembro de 2017.

DECRETO N. 9.094, DE 17 DE JULHO DE 2017 - Dispõe sobre a simplificação do atendimento prestado aos usuários dos serviços públicos, ratifica a dispensa do reconhecimento de firma e da autenticação em documentos produzidos no País e institui a Carta de Serviços ao Usuário

O setor agropecuário sustentou a alta do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro entre janeiro e março de 2017, o primeiro avanço após oito trimestres de baixa, mas alguns analistas se questionam se esse papel de locomotiva é sustentável ou mesmo desejável.
No primeiro trimestre, o PIB avançou 1% em relação ao anterior, graças a uma alta de 13,4% do setor agropecuário, em comparação ao modesto avanço de 1% da indústria e um crescimento nulo no setor de serviços.
Trata-se da alta mais importante registrada pelo setor em 20 anos, estimulada por uma "super colheita" de cereais e oleaginosos, que, neste ano, deve ser 27% superior a 2016.
"A agricultura virou a condutora da economia brasileira após dois anos difíceis, por causa das condições climáticas ruins", explica Sylvain Bellefontaine, economista do banco francês BNP Paribas. “Contudo, um trimestre não representa uma tendência. É um resultado excepcional".
"Mesmo se tratando de um grande fornecedor de atividade - sobretudo para a indústria -, em termos de participação, o setor agropecuário não pesa demais para ser determinante na saída da crise. Ele não pode ser a locomotiva da recuperação", prevê Amanda Tavares, economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o órgão, a agropecuária representou em 2016 5,5% do PIB, contra 21,2% da indústria e 73,3% do setor terciário. Desde 2000, sua cota fica em torno de 5% do PIB, com exceção de 2003, quando chegou a 7,2%.
Boom de exportações
Ainda assim, a agropecuária representa o primeiro lugar das exportações brasileiras.   Nos últimos 16 anos, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o país quadruplicou suas exportações de produtos agropecuários e agroalimentares, de US$ 20 bilhões em 2000 a US$ 85 bilhões em 2016.
O país se tornou o maior exportador mundial de café, produtos aviários e açúcar e o segundo maior exportador de soja, além de um dos dois principais de carne bovina.
A participação de matérias-primas agrícolas nas exportações, que era de 22,8% em 2000, não fica abaixo dos 40% desde 2009. Em 2016, ela chegou a 42,7%, segundo dados do MDIC.
"O setor primário é fundamental para o país a curto prazo, porque ele puxa as exportações, dentro de um contexto internacional favorável ao Brasil, com bom desempenho da Europa e dos Estados Unidos, uma recuperação dos países emergentes e uma previsão de aceleração das trocas comerciais", explicou Bellefontaine.
A China, grande consumidora de produtos agrícolas, se tornou o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009.
"Em 2016, o Brasil exportou US$ 35,9 bilhões para a China, 44% vindo da soja", apontou Heloisa Lee Burnquist, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP).
A oleaginosa é um dos principais produtos exportados do país - representa 10,4% do total em 2016.
Infraestrutura precária
A longo prazo, os obstáculos de infraestrutura freiam o dinamismo do setor. A dependência de rodovias congestionadas ou em mau estado de conservação encarecem a produção.
Por outro lado, o fato de o governo e a bancada ruralista privilegiarem muito o agronegócio, essa volta à primarização da economia é arriscada, segundo alguns economistas.
"O setor se desenvolveu sobretudo pelo impulso da demanda exterior, o que favoreceu a expansão de monoculturas intensivistas, em grande parte destinadas à exportação e, portanto, dependentes da situação econômica dos nossos parceiros comerciais", alerta Mauro Rochlin, professor de economia na Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro.
"Para efetivamente sair da crise, o Brasil deve investir em sua indústria, cuja competitividade piorou nos últimos anos, bem como nos setores de ponta", concluiu.

Na semana passada, a organização não governamental Global Witness relevou dados alarmantes sobre a situação de defensores e defensoras do meio ambiente no mundo e, especificamente, no Brasil. Em 2016, pelo menos 200 defensores foram assassinados no mundo inteiro, mostrando um aumento em relação ao estudo feito em 2015. Dessa lista, o Brasil figura como o país com o maior número absoluto de mortes, devido especialmente ao trabalho daqueles que dão suas vidas pela defesa da Amazônia, já que 16 das 49 mortes são relacionadas com a proteção do ecossistema amazônico.
O caso utilizado no relatório que representa o panorama do Brasil é o de Nilce de Souza Magalhães, opositora da hidroelétrica do Jirau, em Porto Velho, e cujo corpo foi encontrado seis meses após o seu desaparecimento. Nilce denunciou as afetações ao meio ambiente em razão da construção da hidrelétrica, em especial a morte de peixes. As investigações, entretanto, não correlacionam a morte de Nilce com a sua atividade como defensora, o que segundo um relatório preparado pela sociedade civil para uma audiência na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) conforme uma prática constante das autoridades encarregadas de investigação de crimes dessa natureza na América Latina.

Foi publicado no Diário Oficial da União desta terça, dia 18 de julho, um decreto que visa simplificar o atendimento público no Brasil, inclusive nas empresas. Um dos propósitos do governo é que os órgãos prestadores dos serviços facilitem o compartilhamento de informações, estando atentos até mesmo ao uso de uma linguagem clara.
Fica determinado, por exemplo, que o usuário do serviço será dispensado de providenciar documentos que comprovem sua regularidade, atestados e certidões que possam ser encontrados em bases oficiais de dados da administração pública federal. Nesses casos, quem fica responsável pela entrega é o órgão que os detém. Quando os documentos contiverem alguma informação sigilosa, será necessária a autorização do usuário.

O estudo foi desenvolvido até agora com peixes muito jovens, que ainda não servem para consumo, mas a pesquisa já mostrou resultados animadores. Animais que se alimentaram com a ração apresentaram porcentagem aproximada de 0,6% de incorporação do ômega 3, valor superior aos peixes que não se alimentaram com a ração, cuja porcentagem de ômega 3 foi de 0,2% na composição centesimal.
Os pesquisadores utilizam a planta amazônica Sacha Inchi (Plukenetia volubilis), rica em ácido linolênico, o ômega 3. Também chamado de óleo Inca, o óleo de Sacha Inchi é um produto nobre, valorizado no mercado por seu alto teor de ácido graxo ômega 3. A principal proposta do estudo foi aproveitar partes residuais da planta que pudessem ser incluídas na ração e agregar valor nutricional ao peixe.

LONDRES (Reuters) - A União Europeia está planejando impor taxas de até 33 por cento sobre as importações de aço laminado a quente do Brasil, Irã, Rússia e Ucrânia para combater o que considera preços injustamente baixos, de acordo um documento consultado pela Reuters.
A investigação determinou que o aço laminado a quente de todos os países, exceto da Sérvia, passou a ter 12,6 por cento do mercado do bloco até meados de 2016 ante 7,5 por cento em 2013, com redução de cerca de um quarto nos preços, de acordo com o documento.
A Comissão está propondo tarifa de 16,3 por cento sobre aço da ArcelorMittal Brasil, 17,5 por cento para a Usiminas (SA:USIM5) e 15,7 por cento para a CSN (SA:CSNA3).

Segundo a Moody’s, a tendência é que a economia continue a se estabilizar, mas o escândalo de corrupção reduz a habilidade do governo de conseguir apoio no Congresso para uma reforma ampla. Sem aprovação das reformas, a situação fiscal fica enfraquecida, aponta a agência. O documento não descarta ainda uma nova transição política antes das eleições presidenciais de outubro de 2018.
A agência alerta que, sem qualquer medida para reduzir o déficit da Previdência nos próximos 12 a 18 meses, a confiança do investidor pode ficar mais negativa, o que afeta as expectativas para a economia. Mais do que isso, destaca que a economia com os ganhos com a proposta da Reforma da Previdência foram reduzidos de R$ 800 bilhões — do plano original do governo — para R$ 516 bilhões — com as modificações sugeridas pelo Congresso.

BRUXELAS E SÃO PAULO, 18 JUL (ANSA) – Brasil, União Europeia, Colômbia, Peru e Uruguai apresentaram uma proposta conjunta na Organização Mundial do Comércio (OMC) com o objetivo de propor novas regras para a redução de subsídios agrícolas.  
O projeto, apresentado nesta segunda-feira (17) em Genebra, quer unir forças para criar novas regras que reduzam as “distorções” no setor e que também atendam as necessidades de países em desenvolvimento.  
“O documento propõe novas regras para reduzir os subsídios domésticos a produtores agrícolas. Para complementar os limites já existentes no Acordo sobre Agricultura da OMC, é sugerida a adoção de um novo teto global que abrangerá os tipos de subsídios que mais distorcem o comércio internacional de produtos agrícolas”, informou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.  

Um dos pilares sobre o qual se sustentou o crescimento do prestígio do Brasil no cenário diplomático internacional desde 2003, as políticas de preservação da biodiversidade, de criação de Unidades de Conservação e, sobretudo, de redução do desmatamento na Amazônia não fazem mais parte do cardápio do governo brasileiro. O detalhe é que este importante fato da realidade nacional, que não chega a ser uma novidade para os brasileiros mais atentos, começa a despertar indignação também no cenário político global.
Como primeira consequência, a Noruega, maior financiador individual do Fundo Amazônia com impressionantes R$ 2,8 bilhões já doados desde 2008 a programas de prevenção e monitoramento do desmatamento, anunciou um corte de 50% no montante de cerca de R$ 400 milhões que doaria ao Brasil em 2017. Para constrangimento de Temer, a primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, cobrou o governo brasileiro publicamente durante uma coletiva de imprensa. “O aumento do desmatamento nos preocupa a todos”, disse.

Envio de carne para os EUA foi avaliado em US$ 58,1 mi de janeiro a junho de 2017
Os Estados Unidos disseram que uma alta porcentagem de envios de carne do Brasil não passou nos testes de segurança. Em junho, os Estados Unidos bloquearam as remessas de carne brasileira fresca e disseram que encontraram abscessos na carne e sinais de falha sistêmica de inspeções do maior exportador de carne do mundo, acrescenta.
Os fazendeiros brasileiros disseram acreditar que os abcessos estavam ligados a vacinas contra a febre aftosa usadas no Brasil, o único país onde a febre aftosa pode ser encontrada em gado que segue para os Estados Unidos porque usa vacinas, explica o texto.


Em meio à tentativa do Brasil de reverter o embargo temporário dos americanos da carne bovina in natura brasileira, o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, aproveitou as reuniões com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para também pedir que Brasília abra o mercado para a carne suína dos EUA e autorize a ampliação das exportações de trigo americano. A notícia foi dada pelo próprio Maggi em sua página no Facebook."

A produção de soja vem crescendo a uma taxa de 13,4% ao ano nas últimas duas décadas, com o aumento de 3,5 milhões de toneladas a cada temporada. Os dados constam na recém-lançada “Análise da área, produção e produtividade da soja no Brasil em duas décadas (1997-2016)”, dos pesquisadores da Embrapa Alvadi Balbinot Junior, Marcelo Hirakuri, Julio Franchini, Henrique Debiasi e Ricardo Ribeiro.
“O aumento da produção de soja no Brasil é resultante tanto do aumento da área cultivada quanto da produtividade. Também destacamos que a produtividade da soja brasileira não está estagnada, pelo contrário, vem crescendo a cada ano, assim como a área cultivada. Apesar de a produtividade ser importante, do ponto de vista do negócio, a rentabilidade deve ser a prioridade do produtor”, diz o pesquisador Alvadi Balbinot, da Embrapa Soja.


De acordo com o relatório, a produção de soja no Brasil deve crescer a 2,6% por ano, o maior crescimento entre os principais produtores, já que dispõe de mais terras, comparado com a Argentina, com crescimento projetado de 2,1% por ano, e os Estados Unidos, de 1% por ano.
Com isso, as exportações do produto em 2026 serão dominadas pelo Brasil e Estados Unidos que, juntos, respondem por quase 80% das exportações mundiais.
O documento afirma que o Brasil e a Argentina experimentaram a maior expansão das áreas cultivadas nos últimos dez anos, somando respectivamente 10 milhões de hectares e 8 milhões de hectares às terras de plantio em todo o mundo. Nos próximos dez anos, a expectativa é de expansão similar para esses países.

A CHS, cujas raízes remontam à Grande Depressão, afirmou na sexta-feira que teve um prejuízo líquido de US$ 45,2 milhões no terceiro trimestre fiscal após uma cobrança de US$ 229,4 milhões relacionada a seu parceiro brasileiro no trading de grãos.
A CHS pode ter investimentos no Brasil "que já não se encaixam" no objetivo de atender a seus proprietários agricultores e a empresa "tomará decisões baseadas em como esses ativos se encaixam estrategicamente, e também em como como esses ativos se encaixam ao seu desempenho financeiro", disse Debertin. A CHS avaliou seus maiores ativos primeiro, porque tenta equilibrar a necessidade de escala para competir globalmente com sua responsabilidade de atender a seus proprietários agricultores, disse ele.