Os agricultores brasileiros estão descobrindo uma das
desvantagens de serem uns dos maiores produtores globais de soja: estão ficando
sem espaço para armazenar os grãos que não foram vendidos.
Como os preços da soja caíram 28% em relação ao ano
passado, os agricultores, em vez de vender, estão armazenando soja onde podem,
à espera da melhora da cotação.
Os estoques domésticos estão perto de um recorde depois
da maior colheita da história do país, segundo a Abiove (que reúne a indústria
de óleos vegetais). E, com uma safra recorde de milho próxima de sair do campo,
há o risco de uma crise de armazenamento no país.
"Os armazéns ainda estão cheios de soja e os
agricultores estão prestes a começar colher o milho safrinha", afirmou
Nelson Antonini, produtor que integra uma cooperativa com 800 membros em
Naviraí (Mato Grosso do Sul). "Já estamos enfrentando problemas de
armazenagem."
Donos de mais de 1,5 milhão de votos obtidos nas eleições
para a Câmara dos Deputados em 2014, PTN e PTdoB decidiram que mudar de nome
pode melhorar o desempenho eleitoral e ajudar na reconexão com uma sociedade
pouco interessada em política. Agora, o PTN chama-se Podemos. E o PTdoB está
prestes a se tornar o Avante. Por trás da mudança de nome, porém, estão
políticos tradicionais, parlamentares sob investigação e outros que têm o
hábito de trocar de partidos.
As duas legendas têm mais coisas em comum, além de serem
partidos pequenos. Nos dois casos, os novos nomes têm como premissa deixar para
trás a desgastada palavra partido, que virou sinônimo de velhas práticas
políticas. E os presidentes do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), e do futuro
Avante, Luís Tibé (PTdoB-MG), veem com restrições a criação de uma cláusula de
barreira para as próximas eleições. Essa regra obriga os partidos a conseguirem
um percentual mínimo de votos válidos em um número mínimo de estados na disputa
para a Câmara dos Deputados.
RIO – No armário suspenso sobre a geladeira quase vazia,
sacos de farinha de milho empilhados de uma lateral a outra são a única
abundância no casebre onde moram três adultos e uma criança, no alto de um
morro do bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.
— Estamos comendo angu a semana toda. Ganhamos de uma
vizinha. Mas é melhor angu do que nada. Carne, não vemos há meses — deplora
Maria de Fátima Ferreira, de 61 anos, enquanto abre as portas do móvel, como se
precisasse confirmar seu drama.
...
Na casa de Maria de Fátima, a comida se tornou escassa
após que ela foi demitida do emprego de cozinheira na prefeitura de Belford
Roxo, há oito meses. Os dois filhos mais velhos vivem de bicos, cada vez mais
raros. Os três integram a estatística recorde de 14 milhões de desempregados,
resultado da recessão iniciada no fim de 2014. Pesam ainda a crise fiscal, que
tem levado União, estados e municípios a fazerem cortes em programas e
políticas de proteção social, e a turbulência política.
A indústria brasileira passou por uma transformação
estrutural nos últimos 15 anos, ampliando o uso de insumos importados em sua
produção. Mas, na contramão das expectativas, a mudança não melhorou sua
competitividade: o setor perdeu mercado externo e interno.
Essa é a conclusão de um estudo da CNI (Confederação
Nacional da Indústria), que será divulgado nesta segunda (10). O próximo passo
é entender o que deu errado.
...
"No fim da década de 1990, o Brasil era uma
plataforma de re-exportação. As empresas importavam muito e exportavam muito,
se estabelecendo aqui para vender para o mercado doméstico e latino. Isso
acabou", afirma Renato da Fonseca, gerente-executivo de pesquisa e
competitividade da CNI e um dos autores do estudo, ao lado de Samantha Cunha.
Atualmente, o Brasil ocupa a oitava posição entre os
países mais perigosos para transporte de cargas, ficando atrás apenas de
regiões em conflito
De acordo com a publicação, esses atos causaram, somente
em 2016, prejuízo estimado em R$ 1,4 bilhão. Atualmente, o Brasil ocupa a
oitava posição entre os países mais perigosos para transporte de cargas,
ficando atrás apenas de regiões em conflito. A matéria foi baseada em
entrevistas com João Carlos Folegatti e Omar Mendoza, diretores da Chubb
Seguros, que analisaram o cenário e explicaram como a seguradora vem atuando
nesse sentido.
SÃO PAULO (Reuters) - Produtores rurais, pecuaristas,
madeireiros e comerciantes voltaram a bloquear nesta sexta-feira a rodovia
BR-163 nas proximidades de Novo Progresso (PA), em um protesto que já dura
quase uma semana na região e que reduziu em 75 por cento o fluxo de caminhões
com grãos para o terminal fluvial de Miritituba, que integra a logística de
exportação pelo Norte do Brasil.
...
"Os embarques já estão ocorrendo a 25 por cento do
que poderiam ser... Em mais quatro ou cinco dias, teremos dificuldades para
embarcar (por Miritituba, devido à falta do produto)", afirmou à Reuters o
gerente de economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais
(Abiove), Daniel Furlan Amaral.