segunda-feira, 10 de julho de 2017

Notícias de Hoje - 10/07/2017


Os agricultores brasileiros estão descobrindo uma das desvantagens de serem uns dos maiores produtores globais de soja: estão ficando sem espaço para armazenar os grãos que não foram vendidos.
Como os preços da soja caíram 28% em relação ao ano passado, os agricultores, em vez de vender, estão armazenando soja onde podem, à espera da melhora da cotação.
Os estoques domésticos estão perto de um recorde depois da maior colheita da história do país, segundo a Abiove (que reúne a indústria de óleos vegetais). E, com uma safra recorde de milho próxima de sair do campo, há o risco de uma crise de armazenamento no país.
"Os armazéns ainda estão cheios de soja e os agricultores estão prestes a começar colher o milho safrinha", afirmou Nelson Antonini, produtor que integra uma cooperativa com 800 membros em Naviraí (Mato Grosso do Sul). "Já estamos enfrentando problemas de armazenagem."

Donos de mais de 1,5 milhão de votos obtidos nas eleições para a Câmara dos Deputados em 2014, PTN e PTdoB decidiram que mudar de nome pode melhorar o desempenho eleitoral e ajudar na reconexão com uma sociedade pouco interessada em política. Agora, o PTN chama-se Podemos. E o PTdoB está prestes a se tornar o Avante. Por trás da mudança de nome, porém, estão políticos tradicionais, parlamentares sob investigação e outros que têm o hábito de trocar de partidos.
As duas legendas têm mais coisas em comum, além de serem partidos pequenos. Nos dois casos, os novos nomes têm como premissa deixar para trás a desgastada palavra partido, que virou sinônimo de velhas práticas políticas. E os presidentes do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), e do futuro Avante, Luís Tibé (PTdoB-MG), veem com restrições a criação de uma cláusula de barreira para as próximas eleições. Essa regra obriga os partidos a conseguirem um percentual mínimo de votos válidos em um número mínimo de estados na disputa para a Câmara dos Deputados.

RIO – No armário suspenso sobre a geladeira quase vazia, sacos de farinha de milho empilhados de uma lateral a outra são a única abundância no casebre onde moram três adultos e uma criança, no alto de um morro do bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.
— Estamos comendo angu a semana toda. Ganhamos de uma vizinha. Mas é melhor angu do que nada. Carne, não vemos há meses — deplora Maria de Fátima Ferreira, de 61 anos, enquanto abre as portas do móvel, como se precisasse confirmar seu drama.
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Na casa de Maria de Fátima, a comida se tornou escassa após que ela foi demitida do emprego de cozinheira na prefeitura de Belford Roxo, há oito meses. Os dois filhos mais velhos vivem de bicos, cada vez mais raros. Os três integram a estatística recorde de 14 milhões de desempregados, resultado da recessão iniciada no fim de 2014. Pesam ainda a crise fiscal, que tem levado União, estados e municípios a fazerem cortes em programas e políticas de proteção social, e a turbulência política.




A indústria brasileira passou por uma transformação estrutural nos últimos 15 anos, ampliando o uso de insumos importados em sua produção. Mas, na contramão das expectativas, a mudança não melhorou sua competitividade: o setor perdeu mercado externo e interno.
Essa é a conclusão de um estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que será divulgado nesta segunda (10). O próximo passo é entender o que deu errado.
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"No fim da década de 1990, o Brasil era uma plataforma de re-exportação. As empresas importavam muito e exportavam muito, se estabelecendo aqui para vender para o mercado doméstico e latino. Isso acabou", afirma Renato da Fonseca, gerente-executivo de pesquisa e competitividade da CNI e um dos autores do estudo, ao lado de Samantha Cunha.

Atualmente, o Brasil ocupa a oitava posição entre os países mais perigosos para transporte de cargas, ficando atrás apenas de regiões em conflito
De acordo com a publicação, esses atos causaram, somente em 2016, prejuízo estimado em R$ 1,4 bilhão. Atualmente, o Brasil ocupa a oitava posição entre os países mais perigosos para transporte de cargas, ficando atrás apenas de regiões em conflito. A matéria foi baseada em entrevistas com João Carlos Folegatti e Omar Mendoza, diretores da Chubb Seguros, que analisaram o cenário e explicaram como a seguradora vem atuando nesse sentido.


SÃO PAULO (Reuters) - Produtores rurais, pecuaristas, madeireiros e comerciantes voltaram a bloquear nesta sexta-feira a rodovia BR-163 nas proximidades de Novo Progresso (PA), em um protesto que já dura quase uma semana na região e que reduziu em 75 por cento o fluxo de caminhões com grãos para o terminal fluvial de Miritituba, que integra a logística de exportação pelo Norte do Brasil.
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"Os embarques já estão ocorrendo a 25 por cento do que poderiam ser... Em mais quatro ou cinco dias, teremos dificuldades para embarcar (por Miritituba, devido à falta do produto)", afirmou à Reuters o gerente de economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Furlan Amaral.